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Vereador quer CPI sobre taxas de sepultamento

O vereador Tenente Santini, do PP, integrante da chamada bancada independente na Câmara de Campinas, quer instalar uma CPI para apurar os valores cobrados pela Setec para o sepultamento em

Vereador quer CPI sobre taxas de sepultamento
Foto: Divulgação/Arquivo

O vereador Tenente Santini, do PP, integrante da chamada bancada independente na Câmara de Campinas, quer instalar uma CPI para apurar os valores cobrados pela Setec para o sepultamento em cemitérios municipais.

Ele diz que os preços exigidos e os juros aplicados, que podem chegar a 35%, são abusivos e fora da realidade da maioria da população. Além disso, critica as supostas ilegalidades cometidas em um momento de luto dos familiares.

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“Os juros iniciais cobrados no cartão de crédito são de 11%, mas, se você parcelar em 12 vezes, chega a 35%. Essa é a primeira ilegalidade encontrada, porque, segundo a média do Banco Central, o valor máximo é de 8,40%”, diz.

Os custos de alguns itens também chamaram a atenção do membro do Legislativo, que comparou o que foi desembolsado e cobrado pela Prefeitura. Uma urna de 1,60 m que custa R$ 213 é oferecida aos moradores a R$ 1,7 mil.

Outros motivos de críticas são os valores das flores, R$ 260, acima da média do mercado, R$ 100, e também das velas, R$ 43, que sairiam por no máximo R$ 7 em lojas especializadas. Com isso, quer entender os motivos das cobranças.

“Eu queria entender pra onde vai o dinheiro dos caixões e dos enterros. Porque a Setec recebe esse dinheiro em uma conta gerencial e não temos acesso. O que importa é que existem ilegalidades e atos contra a Constituição”, defende ele.

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O pedido por uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi baseado na experiência pessoal de Santini, que pagou pelos serviços e o caixão da avó, falecida recentemente. Mas o vereador diz também ter recebido outras reclamações.

Uma delas, segundo ele, envolve a comercialização de planos funerários pela autarquia de Serviços Técnicos Gerais, prática que é proibida pela Constituição Federal por se tratar de uma forma de exploração de atividade econômica.

O documento que pede a abertura da CPI já está à disposição dos demais vereadores para que receba assinaturas dos interessados, segundo o autor. O assunto foi abordado por ele durante uma fala antes das sessões virtuais.

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