A exemplo do que foi o outono e o inverno deste ano, o clima seco deverá ser mantido durante a primavera. A previsão é da pesquisadora do Cepagri da Unicamp, Ana Avila.
De acordo com ela o inverno foi o mais seco dos últimos 30 anos e o volume foi o menor desde que a mediação passou a ser feita na Universidade Estadual de Campinas. Para se ter uma ideia, no período de março a setembro choveu apenas 30% do esperado.
A tendência, segundo a pesquisadora é que até o final do ano a região irá sofrer influencias do fenômeno la ninã, que recai sobre a queda na temperatura e não na incidência de chuvas.
O problema se torna ainda maior visto que não nenhuma certeza do retorno das chuvas no período final da primavera e o inicio do verão.
A pesquisadora do Cepagri lembra que nas últimas décadas o período chuvoso manteve atrasos. Na década de 90 o inicio ocorria no final de setembro, já nas décadas seguintes passou a ser registrado no final de outubro e novembro.
Ela acredita que essa tendência seja mantida, mas, não existe nenhuma certeza. Diante da falta de uma resposta mais confiável para a região de Campinas, o período é de atenção.
A situação poderá ser ainda prejudicada pela incidência indireta das queimadas na região amazônica, pois, as conexões atmosféricas estão interligas.