A obra do BRT de Campinas, que estava prevista para ser concluída no primeiro semestre deste ano, teve nova prorrogação do prazo de entrega autorizada pela Prefeitura de Campinas. A nova data para a conclusão da obra é até dezembro deste ano. O contrato das obras já havia sido prorrogado no começo de 2020. Ao percorrer um dos trechos das obras, como a Avenida das Amoreiras, é possível observar que ainda há muito para ser feito. Nas estações de transferências, por exemplo, falta acabamento. Na Região do Campos Elísios está sendo construído um terminal que vai interligar os corredores Ouro Verde e Perimetral. O Terminal Campos Elísios está 50% pronto, em fase de montagem da estrutura.
Na Avenida das Amoreiras, entre a Avenida João Jorge e a Vila Rica, cem por cento da sinalização e pavimentação estão concluídos. Já, na região da Rodoviária de Campinas, será mais um feriado com dificuldade de acesso ao terminal por causa da obra do BRT na Rua Dr. Mascarenhas, entre as Avenidas Andrade Neves e Barão de Parnaíba. Com isso, quem está na Avenida Andrade Neves com destino à rodoviária, precisa fazer um retorno, seguindo em frente. Passando a Avenida Barão de Itapura e pegar a Rua Dr. Otávio Mendes, para retornar à Dr. Mascarenhas e acessar o terminal. Para o motorista, Henrique Marcelo, o atraso nas obras gera transtornos.
Vale ainda ressaltar que a licitação do Transporte Público que precisa ser feita para possibilitar o trânsito dos veículos BRT foi suspensa e não tem previsão para reabertura do processo. A Justiça de Campinas decidiu no começo de novembro passado, pela suspensão do edital de licitação do transporte público da cidade, seguindo a suspensão do TCE-SP
Entre as argumentações usadas estão a falta de participação popular no processo. De acordo com a Emdec, 86% das obras estão concluídas. A justificativa para o atraso no cronograma das obras é principalmente relacionada à pandemia, como adaptação às novas medidas de higienização de materiais, distanciamento, uso da máscara de proteção nos canteiros de obras, redução no quadro de funcionários, por conta de afastamentos ou grupo de risco, atraso dos fornecedores nas entregas de matéria-prima para as obras e cuidado redobrado por causa da pandemia nas intervenções e serviços para não prejudicar os acessos às unidades de saúde