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PF faz operação contra fraude fiscal na região

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 02, a “Operação Andrômina”, em Paulínia e no Rio de Janeiro. O nome da operação significa fraude e faz alusão ao

PF faz operação contra fraude fiscal na região
Foto: Flávio Botelho

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 02, a “Operação Andrômina”, em Paulínia e no Rio de Janeiro. O nome da operação significa fraude e faz alusão ao modo de funcionamento do empreendimento criminoso. O objetivo da operação, apurar o envolvimento de pessoas físicas e jurídicas em fraudes tributárias no comércio de combustíveis, principalmente etanol, com uso de uma empresa em Paulínia.

Segundo o delegado titular da Policia Federal em Campinas, Edgar Geraldo de Souza, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Do total, três em Paulínia e um no Rio de Janeiro. Oito pessoas físicas e seis pessoas jurídicas são investigadas, mas, nessa primeira fase não houve prisões.

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De acordo com o delegado foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e dispositivos de mídia. Os mandados, segundo ele visam colher indícios que identifiquem e vinculem sócios ocultos à empresa utilizada para a fraude, além de buscar provas de patrimônio oculto por estratégias de blindagem.

O esquema fraudulento ocorria desde 2012 e as investigações começaram a cerca de um ano tendo como foco a empresa de Paulínia, que já não existe mais. O esquema causou um rombo em sonegação estimado em R$870 milhões.

Segundo o delegado titular da Policia Federal em Campinas, dentro do esquema os criminosos criavam empresa que atuavam como barriga de aluguel apenas para a emissão de notas fiscais falsas. Essas empresas eram fechadas meses depois e na sequencia outra era aberta e sucessivamente.

Durante as investigações, após autorização judicial, houve o compartilhamento de informações com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que, por meio do Núcleo de Combate à Fraude Fiscal Estruturada, obteve sucesso em bloquear judicialmente 25 imóveis localizados na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, adquiridos com recursos da empresa fraudadora.

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Os nomes dos envolvidos, até agora, não foram revelados, pois, as investigações continuam. Eles iram responder por falsidade ideológica e por crimes previstos na Lei de Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica, cujas penas podem chegar a 12 anos de prisão.

 

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