CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Compartilhe

Maio Amarelo 02: motociclistas são as principais vítimas

Nesta semana, o repórter Henrique Bueno traz uma série especial de reportagens sobre o Maio Amarelo. O trânsito de uma metrópole, como Campinas, pode ser encarado de muitas formas, mas

Maio Amarelo 02: motociclistas são as principais vítimas
Nesta semana, o repórter Henrique Bueno traz uma série especial de reportagens sobre o Maio Amarelo.  O trânsito de uma metrópole, como Campinas, pode ser encarado de muitas formas, mas é notório que cada vez mais ganha status de uma guerra, travada entre motociclistas e motoristas de outros veículos. E neste cenário, a categoria que anda […]

Nesta semana, o repórter Henrique Bueno traz uma série especial de reportagens sobre o Maio Amarelo. 

O trânsito de uma metrópole, como Campinas, pode ser encarado de muitas formas, mas é notório que cada vez mais ganha status de uma guerra, travada entre motociclistas e motoristas de outros veículos. E neste cenário, a categoria que anda sob duas rodas, claramente está em desvantagem. Em um acidente de trânsito envolvendo um carro e uma moto, por exemplo, fatalmente será o motociclista que vai precisar de atendimento médico. É o que aponta o Boletim Epidemiológico de Óbitos por Acidente de Trânsito, divulgado pela secretaria de saúde de Campinas, referente às mortes registradas no ano passado.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Do total de 123 óbitos no trânsito, 46 se referem a motociclistas, sendo o grupo com o maior índice desse tipo de ocorrência no município. Em comparação, as vítimas fatais que estavam em carros, totalizaram 20, menos da metade entre aqueles que pilotavam uma moto. E quando se ouve os dois lados, fica clara a sensação de que há uma guerra no trânsito. Os motoristas de automóveis não poupam palavras para dizer o quanto os motociclistas são irresponsáveis nas ruas. “Tem que dirigir por você e pelos outros. Porque toda hora é um susto”, disse um motorista de carro. Já os motociclistas apontam que os condutores de carros não demonstram nenhum respeito ao dirigir. “O motorista ou não olha o ponto cego, ou é ruim de volante mesmo. O motociclista tem que ter mais atenção ainda, porque (geralmente) o motorista está no celular”, afirmou um motoboy.

E nessa batalha, o motociclista está muito mais vulnerável. Basicamente, o único equipamento de proteção desses condutores é o capacete, o que deixa o resto de seu corpo totalmente exposto. O resultado disso são as salas de emergências dos hospitais cheias, com pacientes com traumas e fraturas, que muitas vezes levam à morte. O chefe da ortopedia e diretor clínico do Hospital da PUC-Campinas, Carlos Mattos, reafirma que motociclistas são as principais vítimas do trânsito na cidade.

Quem imagina que pela pandemia e consequentemente pelas restrições impostas pelo estado, a acidentalidade em vias urbanas diminuiu, se enganou. Neste período houve uma explosão do delivery e a categoria de entregadores que utilizam motos, não parou um dia sequer. O reflexo disso, segundo o dr. Carlos Mattos, foi um aumento de acidentes na mesma proporção e muitos casos graves no pronto socorro do hospital. “Durante a pandemia, apesar de ter certo isolamento social e diminuição (de fluxo de pessoas nas ruas), houve um aumento de cerca de 50% dos atendimentos de motociclistas. Então os acidentes de trânsito continuaram apesar das medidas de restrição. E dependendo da fase (do Plano SP), a fase que teve mais isolamento é a que teve mais acidentes de moto”, explica.

Porém, essa sensação de que há uma guerra no trânsito, principalmente nos grandes centros, é ilusória. O piloto de testes e consultor automotivo do Estúdio CBN, César Urnhani, afirma que boa parte dos condutores brasileiros, seja de automóveis ou de motocicletas, são responsáveis e cordiais no trânsito. Segundo ele, o que acontece é que existe um perfil de pessoas que mantém um comportamento agressivo na vida e que acaba levando isso para trânsito. “O problema não é o motorista de carro e nem o piloto da moto. Na verdade é um perfil de comportamento de algumas pessoas, que é minoria, que se estiver dirigindo um caminhão vai ser agressivo, que se for um pedestre, ele acha que tem direito”, afirma.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

O fato é, que sem respeito, todos saem prejudicados. Campanhas como o Maio Amarelo buscam conscientizar motoristas de automóveis e pilotos de motos de que não há uma guerra nas pistas e que o objetivo primordial é que não haja mortes no trânsito. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a campanha, pode acessar o site do Observatório Nacional de Segurança Viária. Se conscientize, ajude a preservar vidas e pilote sua moto com segurança e liberdade!

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video