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Escolas pedem distanciamento menor entre alunos

Instituições de ensino argumentam que distanciamento mínimo de 1,5m irá impedir a volta de 100% dos alunos
Escolas pedem distanciamento menor entre alunos
Foto: Valéria Hein

Um grupo representando escolas particulares de Campinas se reuniu na segunda-feira com o prefeito Dário Saadi para pedir uma mudança no decreto que permitiu a volta às aulas presenciais na cidade com 100% da capacidade das escolas. A principal reclamação do grupo é quanto ao distanciamento entre os alunos.

Para Thiara Saragiotto, gestora educacional e representante do grupo, a distância mínima estipulada pelo município impede a volta de 100% dos alunos. “Isso acaba impedindo o retorno de todos que querem o retorno presencial, e isso dificulta o atendimento presencial às famílias que necessitam”.

Na reunião o prefeito alegou que a exigência da manutenção do distanciamento de 1,5 metro partiu do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), que teria alegado estudos técnicos para basear seu posicionamento. As escolas reclamam que isso vai contra o decreto estadual da volta às aulas, e contra a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). “O que a gente está pedindo é pra seguir o decreto estadual, que fala em 1 metro, e a gente tem também uma recomendação da OMS dizendo que um metro em sala de aula é suficiente”, argumenta Thiara.

Segundo o grupo, por essa medida inviabilizar o retorno de todos dos estudantes, a prefeitura estaria jogando para as escolas e famílias o ônus de manter as crianças e adolescentes longe das salas de aula, prejudicando ainda mais o desenvolvimento acadêmico, emocional e afetivo. As escolas também argumentam que avançada vacinação de professores e funcionários permite o retorno com distanciamento mínimo de 1 metro.

Em nota, o Devisa informou que o município pode ser mais restritivo que as demais instâncias na questão dos protocolos de prevenção à Covid-19, com base nas indicações técnico científicas. Por isso, respeitando os indicadores epidemiológicos e a preocupação da circulação da variante delta no Estado, foi indicado o distanciamento mínimo de 1,5 metro para todos os segmentos, inclusive para as escolas. O departamento ressalta que as medidas são passíveis de revisões e adequações, conforme novas literaturas científicas.

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