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Abastecimento em Campinas não deve ter problemas, aponta Sanasa

A Câmara de Campinas realizou a primeira reunião da Comissão Especial de Estudos sobre o Impacto da Crise Hídrica no Setor Elétrico. A reunião contou com a presença do presidente

Abastecimento em Campinas não deve ter problemas, aponta Sanasa
Foto: Reprodução/YouTube

A Câmara de Campinas realizou a primeira reunião da Comissão Especial de Estudos sobre o Impacto da Crise Hídrica no Setor Elétrico. A reunião contou com a presença do presidente da Sanasa, Manuelito Magalhães. O objetivo foi discutir os impactos do período de estiagem no abastecimento de água e energia.

A primeira reunião focou no abastecimento de água. O presidente da Sanasa lembrou a crise hídrica de 2014, e disse que no dia 5 de outubro daquele ano, o Sistema Cantareira operava no chamado volume morto, com -12,6% do volume de sua capacidade. Na mesma data neste ano, o sistema opera em 29,5%. De acordo com ele, neste primeiro momento não há grande preocupação com relação ao abastecimento na cidade.

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De acordo com Manuelito, Campinas tem uma regra de operação que foi estabelecida na última renovação de outorga do Sistema Cantareira, que estabeleceu o mínimo de 10m3/s de vazão no Rio Atibaia, em momentos de crise como o atual. O presidente da Sanasa disse que a empresa capta, em média, 3,5m3/s, que chegam a 4m3/s no verão.

Para ele, se a regra for mantida, a cidade não deve ter problemas.

“De maneira que a garantia da vazão de 10m3/s é suficiente para manter o abastecimento na cidade sem percalços. Mantida essa regra de operação não devemos ter problemas de abastecimento”, afirmou.

O presidente da Sanasa afirmou que a meta da empresa, a médio e longo prazo, para aumentar a segurança hídrica é reduzir a dependência do Rio Atibaia, viabilizar a interligação de bacias, e buscar mananciais alternativos. Além disso, falou que a meta para os próximos três anos é substituir a rede para baixar mais o índice de perda de água, que hoje está em cerca de 20%.

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Manuelito lembrou que o Estado está construindo as represas de Amparo e Pedreira, e que ambas devem ser utilizadas por Campinas.

“Nós precisamos dar utilidade a essas duas represas. Nós precisamos usar essas represas como a reservação de água da cidade de Campinas”, disse;

O presidente da Comissão, o vereador Paulo Haddad, disse que a reunião foi proveitosa.

“Trazendo talvez uma sinalização quanto ao fornecimento de água nós não teremos grandes dificuldades, mas fica o alerta que a gente tem que economizar, nós temos que fazer a nossa parte”, disse.

A Comissão volta a se reunir na próxima semana para tratar do fornecimento de energia elétrica.

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