A Polícia Federal cumpre 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e em Brasília, na manhã desta quinta-feira, no caso envolvendo a venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde. A operação conta com o apoio da Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal
A operação tem como objetivo obter documentos da venda da vacina ao governo – que seria intermediada pela Precisa Medicamentos.
Os mandados foram expedidos pela 12ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal.
O contrato do governo com a Precisa foi suspenso e, depois, cancelado após a CPI da Pandemia revelar o depoimento de Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde que dizia sofrer pressão para dar aceite à continuação do contrato.
O ministério pretendia comprar 20 milhões de doses da Covaxin, vacina produzida na Índia pela Bharat Biotech, ao custo aproximado de R$ 80 a dose – a mais cara que seria adquirida pelo governo.
Em Campinas, havia previsão de um estudo da Covaxin feito em parceria com o Ipecc (Instituto de Pesquisa Clínica de Campinas). Em julho, no entanto, o instituto mandou um aviso de cancelamento do estudo clínico aos cerca de 10 mil voluntários cadastrados em Campinas e região.
A decisão veio após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciar o cancelamento definitivo dos estudos clínicos da vacina indiana no Brasil.
Em nota, a defesa da Precisa disse que a empresa está colaborando com as investigações, já apresentou todos os documentos pedidos e vai comprovar “a lisura de todas as ações”