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80% das organizações correm risco de sofrer ataques virtuais

Imagine a sensação de receber uma mensagem que o acusa de ser um criminoso. Foi assim que o publicitário Luciano Lopes descobriu que perdeu acesso a uma rede social e

80% das organizações correm risco de sofrer ataques virtuais
Imagine a sensação de receber uma mensagem que o acusa de ser um criminoso.  Foi assim que o publicitário Luciano Lopes descobriu que perdeu acesso a uma rede social e que um hacker estava fazendo ofertas financeiras irreais para os contatos dele.  - CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - “Meu irmão me mandou um whatsapp me […]

Imagine a sensação de receber uma mensagem que o acusa de ser um criminoso. 

Foi assim que o publicitário Luciano Lopes descobriu que perdeu acesso a uma rede social e que um hacker estava fazendo ofertas financeiras irreais para os contatos dele. 

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“Meu irmão me mandou um whatsapp me excomungando, falando ‘Luciano, você está mexendo com negócio de Pix, oferecendo pelo Instagram, é crime!’ E eu falei ‘não, não procede. Deixa eu checar.’ Foi quando eu acionei o aplicativo e não conseguia acesso algum à página. Aí eu desesperei, falei ‘e agora?’.”

O gestor de produtos William Naves passou por algo parecido, mas o golpista não conseguiu o desfecho que queria.

“Eles pegaram a frase e a foto e colocaram em um número que não era meu e enviaram mensagem para o meu pai dizendo que eu tinha trocado o número. Depois de algumas horas eles mandaram uma nova mensagem, mas dessa vez falando que tinha que fazer um pagamento, mas que, como tinha trocado o celular e o número, os aplicativos do banco ainda não estavam funcionando e pediram para que meu pai fizesse esse pagamento por Pix, algo próximo de R$ 3 mil.”

De acordo com o advogado João Henrique Valle, as forças policiais têm tecnologia para localizar criminosos que invadem contas de redes sociais para cometer estelionato, por isso é importante registrar o boletim de ocorrência.

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Com o documento, a pessoa que transferiu algum valor poderá receber a quantia de volta e a vítima que perdeu acesso a rede social vai ficar livre de responder a processos. 

“O boletim de ocorrência se constitui em um dos principais meios de se prevenir no caso desses criminosos praticarem outros crimes utilizando seus nomes e imagens. É importante também que a vítima que teve sua conta social invadida realize prints para demonstrar que estava sem acesso a sua conta, além da comunicação à rede social do ocorrido, bem como a comunicação aos parentes e amigos próximos.” 

De acordo com o Relatório de Ameaças Cibernéticas da empresa SonicWall, neste ano, 80% das organizações globais podem sofrer ataques virtuais com alta probabilidade de afetar informações de clientes.

Em março, o Senado recebeu um projeto de lei de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que tipifica como crimes digitais o estelionato no ambiente virtual e o sequestro de contas em redes sociais.

O texto prevê reclusão de 04 a 10 anos e multa para quem hackear e sequestrar contas em redes sociais com a finalidade de obter resgate.

A pena para quem cometer estelionato digital será de reclusão de 4 a 8 anos. 

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