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Prazo para conclusão das obras do BRT de Campinas chega ao fim

Quem passa pelas Avenidas John Boyd Dunlop, Ruy Rodrigues e Camucim encontra entulho, ferragens à mostra, trânsito conturbado, ponte inacabada e obras paradas no lugar dos corredores e plataformas previstos

Prazo para conclusão das obras do BRT de Campinas chega ao fim
Obra do corredor BRT na Avenida Ruy Rodrigues. Foto: Celina Silveira

Quem passa pelas Avenidas John Boyd Dunlop, Ruy Rodrigues e Camucim encontra entulho, ferragens à mostra, trânsito conturbado, ponte inacabada e obras paradas no lugar dos corredores e plataformas previstos no projeto do sistema BRT de Campinas. 

Na avenida John Boyd Dunlop, veículos pesados e de passeio disputam as faixas de uma ponte que passa sobre a Rodovia dos Bandeirantes. O projeto do BRT previa a construção de uma segunda ponte, mas as obras nem começaram.

 

Na Ruy Rodrigues o cenário é de abandono. A estrutura do que deveria ser a nova plataforma do Terminal Ouro Verde virou um depósito de resíduos de construção civil, e as faixas exclusivas para ônibus seguem inacabadas.

Prazo para conclusão das obras do BRT de Campinas chega ao fim
Foto: Celina Silveira

Quem mora em bairros da região e precisa se deslocar para o Hospital Ouro Verde reclama do tempo de percurso e da dificuldade para atravessar a Avenida Ruy Rodrigues, como conta a moradora Leila Coelho.

“Eu venho do Satélite Íris, aí eu pego a linha 205 ou 123 que vem do Campo Grande e vai para o Campo Grande, então eles demoram um pouco. É muito ruim atravessar porque só tem semáforo do outro lado, do lado de cá não tem.”

Na Avenida Camucim, altura do Jardim Marajó, uma peculiaridade: uma ponte antiga que passa sobre uma linha férrea e que, segundo o projeto, deveria ser substituída, permanece no local e liga duas faixas do corredor BRT.

Prazo para conclusão das obras do BRT de Campinas chega ao fim
Foto: Celina Silveira

De acordo com o prefeito Dário Saadi, a Prefeitura estuda realizar uma nova licitação para concluir as obras do lote 4 do sistema BRT.

“Há uma alegação que é o preço do material de construção. O preço do cimento, da pedra, da areia e do ferro aumentou absurdamente, agora, nós podemos dar reajustes e realinhamentos que estão dentro do contrato e dentro da lei. Se chegar no limite de romper contrato, vai romper e vai licitar de novo.”

Em novembro do ano passado, a Prefeitura chegou a multar o Consórcio BRT Campinas em R$ 10 milhões após a interrupção das obras, mas cancelou a multa em dezembro após a construtora retomar os trabalhos.

As obras do sistema BRT de Campinas começaram em 2017 e a previsão inicial de conclusão das obras era 2020.

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