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Creche na desativada Cervejaria Columbia continua só na promessa

Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem agora o BRT, está

Creche na desativada Cervejaria Columbia continua só na promessa
Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem agora o BRT, está em processo de revitalização e remodelação. Mas, alguns quarteirões antes, na altura das avenidas General Osório e Bernardino de Campos, o cenário é de degradação, […]

Quem frequenta ou mora na região da Avenida Andrade Neves, em Campinas, convive com uma situação de contrastes. O trecho próximo ao Hospital São Luiz, que tem agora o BRT, está em processo de revitalização e remodelação. Mas, alguns quarteirões antes, na altura das avenidas General Osório e Bernardino de Campos, o cenário é de degradação, com prédios abandonados e pichados.

No caso do prédio da antiga Cervejaria Columbia, na esquina com a Av. Bernardino de Campos, a situação é emblemática. No local, há dois anos, ainda no Governo Jonas Donizette, foi prometida a construção de uma creche, mas nada aconteceu até agora. 

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Após o anúncio, a prefeitura informou ter iniciado um processo de adequação do projeto para fazer a projeção orçamentária e então iniciar a licitação. A promessa foi de que seriam 360 vagas. Esse prédio da antiga Cervejaria Columbia é tombado pelo patrimônio histórico da cidade e pertencia à Sanasa desde 2004, quando foi adquirido, após desapropriação da área pela ex-prefeita Izalene Tiene. 

A Sanasa tentou vender a antiga cervejaria em 2010 num leilão, mas não recebeu lances e o local está em estado de abandono há anos. O prédio tem 2 mil e 600 metros quadrados de área e perdeu até o telhado. Foi atingido por um incêndio, serviu de abrigo para pessoas em situação de rua e precisou ter as paredes escoradas para não cair.

Para a moradora, Lia Cleofas, o abandono do local contribui com a criminalidade. Em 2004, quando pertencia à AmBev, a Sanasa pagou R$ 750 mil na desapropriação amigável. A ideia, na época, era criar o Museu da Água, mas o projeto não foi adiante.

A Prefeitura de Campinas informou que ainda não tem uma data para o início das obras de construção da creche, mas o terreno já foi desapropriado pela Prefeitura e vai passar por um estudo de adequações e impactos, levando em conta que se trata de uma área tombada e por isso, deve seguir todas as determinações do Condephaat e estruturas como as paredes não poderão ser demolidas. 

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Logo que o órgão der o parecer favorável ao estudo, a Secretaria Municipal de Educação começa o projeto de construção da creche e, após finalizado, segue para licitação. Os estudos já apontaram a necessidade de mudanças da rede de esgoto.

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