O relato é do consultor Mário Medeiros, que pilotava a motocicleta no final da tarde desta terça-feira e, que ao tentar cruzar a Avenida Imperatriz Leopoldina, para acessar a Rod. Prof. Zeferino Vaz, no trecho do “Tapetão” acabou arrastado pela força das águas.
Ele disse que aquele é o caminho diário de volta do trabalho para casa, mas que não tinha noção da força da enxurrada. Ele comentou que o sentimento é de gratidão por ter sobrevivido a esses momentos de tensão durante a tempestade.
Gratidão é a mesma palavra de outras três pessoas que também acabaram sendo vítimas das fortes enxurradas e alagamentos na cidade, mas que felizmente, sobreviveram.
Uma mulher acabou resgatada por três pessoas na Avenida Anchieta, em frente ao Paço Municipal, depois de ser levada pela enxurrada ao tentar atravessar a via. Ela tentava chegar ao ponto de ônibus no canteiro central da Anchieta. Ela não ficou ferida.
Já no Jardim São Fernando, um carro com dois ocupantes caiu na ponte do córrego da Rua Serra Dourada. De acordo com informações de testemunhas, chovia muito na hora do acidente e o motorista teria tentado atravessar o alagamento no trecho.
Moradores que presenciaram a ocorrência correram até o local e retiraram o motorista e o passageiro no momento em que as águas já tomavam conta do veículo.
Há pouco mais de um mês, uma família de São José dos Campos ficou presa dentro do carro que foi praticamente engolido pelo alagamento na Avenida Princesa D’Oeste.
Na ligação para os Bombeiros, eles relataram momentos de terror, dentro do carro, presos na enxurrada.
SONORA 03 ALAGAMENTO
Na mesma avenida, duas pessoas morreram nos últimos anos, vítimas das enxurradas. Uma moradora da própria avenida, na virada de 2021 para 2022 quando vou retirar o carro da rua em função do alagamento e que acabou sendo arrastada pelas águas. Já em janeiro de 2019 um motociclista caiu por conta do temporal e ficou preso na enxurrada, também não resistindo.