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PF prende mais um envolvido em fraudes no Auxílio Emergencial

A Polícia Federal prendeu o homem apontado como hacker do esquema que fraudou R$ 50 milhões do Auxílio Emergencial. A prisão, que faz parte da Operação Apateones, iniciada pela Polícia

PF prende mais um envolvido em fraudes no Auxílio Emergencial
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal prendeu o homem apontado como hacker do esquema que fraudou R$ 50 milhões do Auxílio Emergencial.

A prisão, que faz parte da Operação Apateones, iniciada pela Polícia Federal de Campinas em março, aconteceu em Goiânia.

Segundo a PF, pouco antes de ser preso, o investigado quebrou o celular para evitar que o equipamento fosse verificado. Ele também jogou um computador pela janela do apartamento onde morava.

Ainda de acordo com a corporação, o preso foi encaminhado ao presídio em Goiânia, onde aguarda audiência de custódia.

Em 7 de março deste ano, a PF de Campinas fez a primeira etapa da operação, que terminou com quatro pessoas presas e diversos bens e itens apreendidos.

Segundo a investigação, os crimes eram realizados por meio de um esquema de identificação de CPFs que usava um programa desenvolvido por este hacker, além da criação de sites ou aplicativos falsos para enganar os beneficiários e pagamento de boletos para uso do dinheiro.

Os investigadores estimam que 10 mil contas foram fraudadas, mas este número e prejuízo podem ser maiores.

Um dos suspeitos presos em março, em Goiânia, era um outro hacker – que já tinha passagem criminal desde os 16 anos – e foi responsável pela criação de um programa que faz buscas em vários sistemas bancários para identificar quem teria direito de receber o Auxílio Emergencial pela Caixa.

A partir disso, de acordo com a investigação da Polícia Federal, os criminosos criaram contas com documentos falsos para receber o dinheiro antes do beneficiário.

Quando a vítima entrava no sistema da Caixa, recebia uma notificação de que o valor já havia sido sacado. As pessoas que reportaram o problema à instituição bancária receberam o ressarcimento posteriormente.

De acordo com a PF, este não o único método de conseguir dinheiro que a quadrilha usava.

Os investigados também criavam aplicativos ou sites falsos e mandavam SMS para os beneficiários, com link de acesso, para que eles fizessem os cadastros do recebimento do Auxílio Emergencial e, quando recebessem o valor, já iria direto para as contas dos criminosos.

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