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Estado investiga outros cinco possíveis casos de febre maculosa em Campinas

O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo afirma que pelo menos cinco pessoas podem estar com a febre maculosa após frequentar eventos na Fazenda Santa Margarida, no distrito de

Estado investiga outros cinco possíveis casos de febre maculosa em Campinas
Foto: Arquivo/Prefeitura de Campinas

O Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo afirma que pelo menos cinco pessoas podem estar com a febre maculosa após frequentar eventos na Fazenda Santa Margarida, no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, entre o final de maio e a primeira quinzena de junho.

Tatiana Lang, diretora do CVE, disse à CBN que, após a confirmação da causa da morte da adolescente de 16 anos por maculosa fez com que o número de óbitos em todo o Estado subisse para oito. Ao todo, de janeiro até agora, 17 casos foram confirmados.

As regiões de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba são naturalmente endêmicas, ou seja, em que há a pré-disposição de ter o carrapato-estrela contaminado e de animais hospedeiros. A capivara não é a vilã, e medidas de extermínio dos animais, como a feita em Campinas em 2011, quando houve um primeiro surto de febre maculosa, não adiantam, segundo Tatiana.

A diretora do Centro explica que, após frequentar uma área verde ou cachoeira, é obrigatório que a pessoa verifique o próprio corpo para checar se tem um carrapato ou não. Se encontrar, a recomendação é retirá-lo com uma pinça, fazendo um movimento de torção.

Os repelentes à venda no mercado podem não ser tão efetivos, já que é necessário ter uma substância específica.

Tatiana reforçou o alerta para que, quem frequentou a Fazenda Santa Margarida entre os dias 27 de maio e 11 de junho, e que apresente qualquer sintoma que pareça ser da febre maculosa, como dor de cabeça, coceira, manchas pelo corpo, procure imediatamente um médico e informe que esteve no local.

Segundo o CVE, O período de incubação da febre maculosa varia de dois a 14 dias, mas a doença não é transmissível entre humanos. No Estado de São Paulo, a letalidade chega a 60% dos casos, e um dos motivos para isso é a demora na procura por atendimento.

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