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Campinas aceita contralaudo e vai remover ‘apenas’ 75 árvores do Bosque

A prefeitura de Campinas decidiu acatar o que foi apontado pela Comissão Especial de Estudos sobre a Arborização, da Câmara de Vereadores, e vai reduzir o número de árvores que

Campinas aceita contralaudo e vai remover ‘apenas’ 75 árvores do Bosque
Foto: Arquivo CBN

A prefeitura de Campinas decidiu acatar o que foi apontado pela Comissão Especial de Estudos sobre a Arborização, da Câmara de Vereadores, e vai reduzir o número de árvores que vão ser retiradas do Bosque dos Jequitibás.

Antes, a ideia da administração era remover 111 árvores. Após o estudo feito pela comissão, que ouviu especialistas, há a necessidade de retirar apenas 75 delas.

A diferença aconteceu em relação às plantas vivas, já que o contralaudo apontou que 36 das 83 que, até então, estavam condenadas pela prefeitura, poderiam ser mantidas.

Apesar da definição sobre o número, o manejo ainda depende de uma autorização do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo (Condephaat).

A necessidade ocorre porque o bosque é patrimônio estadual e foi tombado em 1970.

Além da remoção das árvores, a “trilha da figueira”, que liga a Grande Figueira na entrada do Bosque ao Museu de História Natural, será fechada. Há outras medidas que também serão tomadas no manejo das espécies que estão no Bosque.

O espaço está fechado desde 24 de janeiro.

Após a publicação da reportagem, a prefeitura enviou uma nota dizendo que está “em comum acordo” com o relatório da comissão da Câmara. Confira na íntegra.

“A Secretaria Municipal de Serviços Públicos esclarece que fará, inicialmente, a remoção de 75 árvores no Bosque dos Jequitibás, em comum acordo com o relatório da Comissão de Estudos da Câmara dos Vereadores, e reavaliará a situação das outras 36 árvores, individualmente, do ponto de vista técnico, durante o período de manejo. Importante ressaltar que o manejo das árvores do Bosque só poderá ter início quando for autorizado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico (Condephaat), ligado ao governo do Estado, porque o parque é tombado nas instâncias municipal e estadual. Até este momento, o Condephaat não deu o aval para que este trabalho tenha início”.

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