A Rede Mário Gatti vai discutir com o Ministério da Saúde e internamente possíveis divergências nos repasses enviados pelo governo federal para o pagamento da diferença salarial sobre o piso nacional da enfermagem para os técnicos em enfermagem.
Na semana passada, quando anunciou o fim da greve dos profissionais, que tinha começado na terça-feira anterior, o Sinsaúde já havia informado à CBN Campinas que alguns trabalhadores receberam valores menores do que os previstos. Outros nem receberam o equivalente ao novo piso.
Uma comissão foi criada com a Rede Mário Gatti, às empresas responsáveis pela contratação dos técnicos e sindicato para avaliar todas as questões pontuais.
Um ofício foi encaminhado ao Ministério da Saúde pedindo o envio da lista de profissionais que teriam direito ao recebimento da diferença salarial.
O objetivo é esclarecer como foi feito o repasse e os motivos pelos quais não houve a integralização, pelo Ministério da Saúde, do valor total solicitado pelas empresas como necessário para efetivação os pagamentos.
A Rede Mário Gatti identificou, por exemplo, que na Associação Beneficente Cisne, dos 259 nomes informados ao sistema InvestSus, apenas 32 receberam algum tipo de complemento, que teriam apresentado inconsistências, segundo o sindicato e a empresa.
Na última sexta-feira, a Rede depositou R$ 1,46 milhão na conta das empresas, referentes ao pagamento da diferença salarial dos profissionais de enfermagem de maio a setembro, valor este correspondente ao total dos recursos que foram repassados pelo Fundo Nacional de Saúde.
A Rede Mário Gatti já havia identificado que os recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde eram menores ao informado pelas empresas prestadoras como necessário.
Os técnicos em enfermagem voltaram ao trabalho ainda na sexta-feira passada, mesmo aqueles que não receberam o valor integral.
