O homem morto durante o tiroteio em frente a uma boate no Cambuí, em Campinas, era professor de educação física na rede municipal de Limeira.
Wellington Fernando Aparecido Mariano, de 26 anos, esteve em um show na boate Milk entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado.
Os disparos ocorreram às 5h49 em frente à casa de eventos. Já na manhã de sábado, um homem foi preso e outro suspeito do crime não foi localizado.
Além de Wellington, duas mulheres de 22 e 23 anos foram atingidas pelos tiros. Ambas tiveram ferimentos nos pés e foram socorridas. Elas não correm risco de morte.
Informações apuradas pelo Polícia Civil apontam que as vítimas não teriam qualquer relação com a confusão que motivou o crime.
As jovens de 22 e 23 anos disseram ainda que não conheciam Wellington.
A principal linha de investigação é de que os dois autores teriam sido expulsos da boate por uma confusão e, por represália, teriam retornado ao lugar atirando.
Os suspeitos foram identificados como André Cruz, de 25 anos, que foi preso em flagrante e teve a detenção convertida pela Justiça em preventiva – quando não há prazo para liberdade – e Gustavo de Queiroz, de 23 anos, que segue desaparecido.
Segundo o depoimento do suspeito preso, ele e o amigo arrumaram uma confusão na boate e foram expulsos. Ele afirmou que os dois foram agredidos por funcionários da casa noturna. Então, resolveram pegar uma arma escondida por eles mesmos em um mato e voltar ao local.
André Cruz teria confessado participação no homicídio e disse que era o dono da arma – informação depois contestada pelo advogado de defesa Marcelo Nedin, que disse que o suspeito dirigia o veículo e Gustavo teria efetuado os disparos.
O carro prata utilizado no crime foi apreendido ainda no sábado. Segundo a Guarda, o veículo foi encontrado em um condomínio residencial no bairro Cidade Satélite Íris.
A casa noturna emitiu uma nota em que diz condenar o ocorrido, se compadece com os familiares e que está à disposição das autoridades para auxiliar no esclarecimento do crime.