O Instituto Butantan enviou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de registro definitivo para uso no Brasil da sua candidata a vacina contra a chikungunya, desenvolvida em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
O imunizante se mostrou seguro em dois ensaios clínicos de fase 3, sendo o segundo coordenado pelo Instituto Butantan em voluntários adolescentes no Brasil.
O estudo mostrou que a vacina induziu a produção de anticorpos neutralizantes em 98,8% dos voluntários.
Em Campinas, foram confirmados neste ano 13 casos da doença, sem mortes. Desde 2016, quando os dados começaram a ser compilados pela secretaria de Saúde, o município teve um total de 125 pessoas contaminadas com a doença.
A pesquisa e produção da vacina de vírus atenuado da chikungunya é resultado de um acordo de transferência de tecnologia firmado pelo Butantan com a Valneva em 2020.
Se a Anvisa autorizar o uso no Brasil, ela poderá futuramente ser disponibilizada à população após discussão com autoridades de Saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Alguns casos podem ser assintomáticos e outros podem causar febre acima de 38,5° e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele.
O principal impacto de saúde pública são as sequelas deixadas pela doença – as fortes dores articulares podem se tornar crônicas e durar anos. Há casos de morte registradas associadas à doença.
Ainda não existe tratamento específico para a infecção e a principal forma de prevenção é o controle dos vetores, assim como no caso da dengue.
Isso inclui esvaziar e limpar frequentemente recipientes com água parada, como vasos de plantas, baldes, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e descartar adequadamente o lixo.