O Ministério Público do Trabalho (MPT) na 15ª Região, que abrange 599 municípios do interior de São Paulo e litoral norte paulista, apontou crescimento de 89,5% no número de denúncias de trabalho análogo à escravidão.
Em 2023 foram 326, Campinas sendo responsável por 87 delas. Em 2022, foram 172 notificações, sendo 53 feitas na metrópole.
O ano passado registrou o maior número de resgates dos últimos 14 anos, sendo de 3.190 trabalhadores.
Para o coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE), Marcus Vinícius Gonçalves, o crescimento é referente à precarização do trabalho nos últimos anos.
Outro fator contribuinte, segundo Marcus, é a discussão sobre o assunto, ou seja, a população está mais consciente sobre o fato.
O trabalho análogo à escravidão está presente tanto na área rural, quanto na área urbana, com números significativos nos trabalhos domésticos.
O crime de trabalho escravo é previsto com pena de 2 a 8 anos de prisão, com agravante para vítimas crianças, adolescentes e idosos.