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Avião que caiu em Vinhedo teve dano severo na cauda em março

O avião ATR-72-500 da Voepass, que caiu em Vinhedo na última sexta-feira, teria tido um dano severo em um pouso que aconteceu meses atrás. A informação foi trazida pelo programa

Avião que caiu em Vinhedo teve dano severo na cauda em março
Foto: Reprodução

O avião ATR-72-500 da Voepass, que caiu em Vinhedo na última sexta-feira, teria tido um dano severo em um pouso que aconteceu meses atrás.

A informação foi trazida pelo programa Fantástico, da TV Globo. Conforme a apuração da reportagem, que cruzou dados obtidos nos sites de órgãos oficiais e com outras fontes, a aeronave prefixo PS-VPB vinha enfrentando uma série de paradas para manutenção.

Tudo começou no dia 11 de março deste ano. Naquele dia, depois de o ATR viajar de Recife para Salvador, um relatório oficial descreveu problemas no sistema hidráulico durante o voo. Houve também um “contato anormal” da aeronave com a pista na hora do pouso.

O Fantástico apurou que esse contato foi um choque da cauda do avião com a pista e que essa batida causou um “dano estrutural” na aeronave, segundo foi relatado no sistema de manutenção da empresa.

Após o registro, a aeronave ficou estacionada na capital baiana por 17 dias, até 28 de março, quando voou para passar por consertos na oficina da Voepass, em Ribeirão Preto.

O avião só voltou a voar comercialmente no dia 9 de julho, mais de três meses depois.

A primeira rota foi de Ribeirão Preto para Guarulhos. Nesse dia, ainda conforme a reportagem, houve uma despressurização em voo no mesmo dia e o ATR retornou, sem passageiros, para Ribeirão Preto, onde ficou parado mais quatro dias para reparos.

No dia 13 de julho, finalmente a aeronave retomou as atividades até cair, nesta sexta-feira.

Esse tipo de avião é um turbo-hélice, uma classe que voa justamente nas altitudes onde o gelo costuma se formar.

Segundo a Aeronáutica, não houve pedido do ATR para voar mais baixo. E dados do site Flight Radar, que acompanha voos pelo mundo, mostram o avião nivelado a 17 mil pés, cerca de 5 mil metros. Pouco antes da queda, ele baixa para 16.700 pés e, de repente, volta para 17.200, quando inicia a queda no que os especialistas chamam de “parafuso chato”.

A Voepass Linhas Aéreas respondeu que informações relacionadas à investigação serão restritas à Aeronáutica e outras autoridades.

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