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Especialista diz que autorização para deixar de gravar informações do voo não deve atrapalhar investigação

Em entrevista ao Jornal da CBN, o engenheiro e mestre em transporte aéreo, Adalberto Feliciano, tirou algumas dúvidas técnicas da aeronave.
Especialista diz que autorização para deixar de gravar informações do voo não deve atrapalhar investigação
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que a companhia aérea VoePass obteve uma autorização temporária, de 18 meses, para registrar menos dados em uma de suas caixas-pretas, utilizada no acidente que resultou na morte de 62 pessoas, em Vinhedo. 

Segundo a Anac, o Flight Data Recorder (FDR), gravador de informações e parâmetros da aeronave PS-VPB, deixou de registrar oito dos 91 parâmetros exigidos pelas regras brasileiras.

Em entrevista ao Jornal da CBN, o engenheiro e mestre em transporte aéreo, Adalberto Feliciano, tirou algumas dúvidas técnicas da aeronave. Ele afirma que a autorização para deixar de gravar informações das caixas-pretas não atrapalha a investigação. 

Adalberto destaca que as pessoas questionam a segurança de uma aeronave a partir do tamanho dela, mas o tamanho não é um fator determinante. Em contraponto, ele também reforça que na aviação comercial as regras são diferentes. 

O engenheiro também pontuou sobre os problemas com o ar-condicionado da aeronave ATR 72-500, por existir diversos relatos com esse modelo. Ele diz que o funcionamento do ar não envolve a segurança, mas o conforto dos passageiros.

Na última nota divulgada pela VoePass, a empresa afirma que cancelou os voos que sairiam de Natal e Fortaleza com destino à Fernando de Noronha até o dia 31 de atrássto. Apenas a rota Recife/Fernando de Noronha está mantida neste mês. Foi constatado que o avião responsável pela rota para Fernando de Noronha apresenta problemas de manutenção 

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