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Morte de Toninho completa 23 anos nesta terça

10 de setembro faz parte da história de Campinas. Neste ano, são 23 anos do assassinato de Antônio da Costa Santos, o ‘Toninho’, que exercia o seu primeiro mandato como

Morte de Toninho completa 23 anos nesta terça
Foto: Reprodução/Quem Matou Toninho

10 de setembro faz parte da história de Campinas. Neste ano, são 23 anos do assassinato de Antônio da Costa Santos, o ‘Toninho’, que exercia o seu primeiro mandato como prefeito da cidade, em 2001.

A falta de respostas do processo criminal, arquivado em 2021, fez com que a família do político procurasse a Organização dos Estados Americanos (OEA) para pedir a punição do estado brasileiro por omissão nas investigações do assassinato.

De acordo com o advogado da família, William Ceschi, o pedido segue com o status “em análise” desde março de 2022.

Para testemunhas da vida política do petista, o crime tem relação direta com a atuação dele na esfera pública. Antes de ser eleito, Toninho moveu ações populares contra grandes empreiteiras, lutou pelo tombamento de prédios históricos em contraposição à especulação imobiliária, colaborou com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico e denunciou supostas irregularidades no contrato do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT de Campinas.

Os trechos de reportagens a seguir foram coletados pela equipe do documentário “Toninho 20 anos: a verdade é demais para nós?”, do G1, lançado em 2021.

Toninho tinha sido morto em uma – até então – ação criminosa de bandidos em fuga. O crime teve como cenário a Avenida Mackenzie, próximo ao shopping Iguatemi Campinas. Ele estava sozinho, em seu carro particular – um veículo popular – que ficou com várias marcas de tiros.
A partir daquela noite de 10 de setembro, a notícia sobre o assassinato ganhou repercussão nos noticiários.

Tudo indicava que a história seria destaque por algum tempo. Mas, não foi bem assim. No dia seguinte ao crime, uma notícia igualmente histórica. O mundo amanhecia perplexo ao assistir o ataque terrorista das torres gêmeas, em Nova Iorque.  

A Polícia Civil e o Ministério Público chegaram a denunciar, à época do crime, o sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, em uma versão que não foi aceita pela Justiça por falta de provas.

A polícia chegou a sustentar que Toninho havia sido morto por “atrapalhar” o trânsito de membros da quadrilha de Andinho que estariam em fuga pela Avenida Mackenzie. Já o MP aponta que a motivação do crime não foi descoberta.

A família lamenta ter que esperar tanto anos por uma resposta, como complementa o advogado William Ceschi.

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