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Financiamento de carro mais caro: taxa de juros provoca aumento de parcelas e também inadimplência

Quem contrata financiamento de veículos está pagando mais caro no Estado de São Paulo. É o que mostra um estudo inédito realizado pela Serasa. A pesquisa indica que o valor

Financiamento de carro mais caro: taxa de juros provoca aumento de parcelas e também inadimplência
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quem contrata financiamento de veículos está pagando mais caro no Estado de São Paulo. É o que mostra um estudo inédito realizado pela Serasa.

A pesquisa indica que o valor médio de parcelas em financiamentos de carros aumentou 10,54% , em um ano. O estudo tomou como base o mês de março e, ainda, identificou um aumento na média das parcelas de R$ 1.072 em 2023 para R$ 1.185 neste ano.

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A cantora Nallu Vilela está administrando as parcelas do financiamento do carro novo. E conta que se assustou com a soma dos juros.

Para reverter, ou pelo menos amenizar este cenário, vendedores procuram alternativas como aceitar motos como parte do parcelamento e até dividir o pagamento em máquinas de cartão de crédito. É o caso do Emerson Vetaca, que é dono de uma concessionária e optou por trabalhar também desta forma.

Outro dado levantado foi o cadastro positivo dos consumidores, que também apresenta queda ao detalhar a pontualidade do pagamento. Em 2023, 84,6% dos compradores conseguiram pagar as parcelas em dia. Já neste ano, o número caiu para 80,3%. Ou seja, mais pessoas não estão conseguindo quitar a dívida no prazo do boleto de financiamento.

Para o economista Luiz Rabi, os juros altos e inadimplência no financiamento de veículos são assuntos entrelaçados. Bancos aumentam os juros com medo de calotes, mas as parcelas mais caras dificultam a vida do cliente que deseja pagar em dia.

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Ainda em relação ao cadastro positivo da Serasa, pessoas com renda acima de 10 salários mínimos têm uma taxa de pontualidade de 91,3% no pagamento das parcelas.

Por outro lado, quem ganha em média um salário mínimo, tem taxa de pontualidade de 59,9%. Ou seja, quase 40% atrasam e gastam ainda mais com juros e multas.

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