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Moradores de Hortolândia cobram solução do mau cheiro produzido por Estação de Tratamento de Esgoto

Moradores de Hortolândia estão na bronca com o mau cheiro produzido por uma Estação de Tratamento de Esgoto.  O odor desagradável vem de uma unidade da Sabesp, no bairro Vila

Moradores de Hortolândia cobram solução do mau cheiro produzido por Estação de Tratamento de Esgoto
Foto: Reprodução

Moradores de Hortolândia estão na bronca com o mau cheiro produzido por uma Estação de Tratamento de Esgoto. 

O odor desagradável vem de uma unidade da Sabesp, no bairro Vila Real. O local existe desde 2009, mas há pelo menos oito anos tem tirado o sossego dos moradores da região. 

A pedagoga Cíntia Rocha, que mora a cerca de quatro quilômetros do local, conta que o forte odor é um incômodo até mesmo durante a madrugada. 

Imagine a condição de quem mora praticamente ao lado da estação. É o caso do gerente comercial Rodrigo Laneri.

Apesar de o problema ser antigo, moradores se queixam do descumprimento de promessas por parte da Sabesp e das autoridades ambientais, sobre uma possível solução para o problema. É o que nos conta o diretor de uma empresa localizada próxima à estação, Erick Filzek. 

A Prefeitura de Hortolândia se manifestou por meio de nota, em que afirma ter cobrado a Sabesp por diversas vezes na última semana para que a empresa antecipe cronogramas de obras e resolva a questão do forte odor. 

A Administração diz ter protocolado uma série de denúncias formais à Cetesb, ao Ministério Público e à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).

Já a Cetesb também se manifestou por meio de nota, em que reconhece que os técnicos da companhia identificaram a emissão de odores perceptíveis e além dos limites da unidade. 

A autarquia anunciou ter aplicado multas e cobrado a adoção de medidas imediatas para solucionar os problemas que afetam a população. 

A Sabesp também foi procurada para comentar o caso. Em nota, a companhia de saneamento afirma trabalhar em um pacote de investimentos de R$ 28 milhões, focados em melhorias estruturais e operacionais. 

Ainda segundo a Sabesp, o plano de ações teve início em março, e tem medidas previstas até o mês de setembro, com atividades como a remoção de lodo e a decantação de lagoas da estação de tratamento de esgoto. 

A empresa também declarou ter feito uma cortina vegetal no entorno da estação, como uma tentativa de criar uma barreira natural para o mau cheiro. 

Por fim, a companhia afirma que o trabalho de remoção do lodo pode causar a emissão de odores, mas diz que utiliza produtos específicos para reduzir os impactos durante a realização dos serviços. 

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