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Câmara de Campinas aprova criação do PIDS em Barão Geraldo; entenda mais

A Câmara de Campinas aprovou na noite de quarta-feira (22) o projeto que cria o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), no distrito de Barão Geraldo. A proposta

Câmara de Campinas aprova criação do PIDS em Barão Geraldo; entenda mais
Foto: Câmara de Vereadores de Campinas

A Câmara de Campinas aprovou na noite de quarta-feira (22) o projeto que cria o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), no distrito de Barão Geraldo. A proposta recebeu 24 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção.

O projeto transforma uma área de cerca de 17 milhões de metros quadrados em espaço voltado à pesquisa, tecnologia, inovação e sustentabilidade. Parte da região, antes classificada como Zona de Atividade Econômica (ZAE), passou a ser considerada Zona Mista (ZM), permitindo a convivência entre moradias e atividades comerciais.

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A área incluída no projeto tem dois setores: uma parte prioritária, com maior densidade urbana, e outra voltada à expansão de atividades econômicas e projetos inovadores. O novo zoneamento abrange o polo de alta tecnologia, os campi da Unicamp e da PUC-Campinas, além do HUB Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), que inclui a Fazenda Argentina.

Mudanças no uso do solo

Na Zona de Centralidade, será permitido o uso misto, com prédios residenciais, comércio, serviços, instituições e indústrias de baixo impacto. Já na Zona de Atividade Econômica, o foco será em inovação, pesquisa e desenvolvimento, sem moradias.

A altura máxima dos prédios será de 23 metros na área prioritária e de 14 metros na área de ampliação, com exceção para torres de teste e equipamentos tecnológicos. A densidade habitacional pode chegar a 500 unidades por hectare na área prioritária. Na área de ampliação, o limite padrão é de 220 unidades, mas projetos inovadores com habitação de interesse social podem atingir o mesmo patamar da área prioritária.

Habitação e inclusão social

O projeto incentiva moradias populares em prédios verticais e prevê a criação de um Programa de Locação Social, voltado a estudantes e trabalhadores de baixa renda. Esse programa deve ser regulamentado por lei específica em até 360 dias. No entanto, empreendimentos como os da COHAB, voltados ao mercado popular, não serão permitidos.

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Regras ambientais e de infraestrutura

A proposta exige preservação de áreas verdes, renaturalização do Ribeirão Anhumas e recomposição da vegetação nativa. Os lotes devem ter pelo menos 20% de área permeável e 20% de espaço público acessível. A drenagem deve usar soluções naturais para evitar alagamentos.

Toda a infraestrutura de água, esgoto, energia e telecomunicações será subterrânea e compartilhada. As calçadas terão largura mínima de 4 a 5 metros, e quadras maiores que 130 metros precisarão de passagens internas para pedestres e ciclistas.

Incentivos e controle

Projetos que adotarem práticas sustentáveis, como uso de energia limpa e drenagem natural, terão desconto na taxa paga para construir acima do limite permitido. Loteamentos inovadores devem reservar 30% da área para espaços públicos e garantir acesso à internet.

A gestão do polo será feita por um Comitê de Análise com representantes das secretarias municipais. O grupo vai definir critérios para projetos inovadores, aprovar construções e acompanhar indicadores. Obras maiores ou próximas ao CNPEM precisarão apresentar estudo de impacto de vizinhança.

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