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Criminosos usavam bets para camuflar dinheiro do jogo do bicho

Em coletiva, delegado detalha modus operandi do grupo para ocultar lucro milionário com jogos de azar
Criminosos usavam bets para camuflar dinheiro do jogo do bicho
Em coletiva, delegado detalha modus operandi do grupo para ocultar lucro milionário com jogos de azar

A Operação “Quebrando a Banca” mira um esquema de exploração de jogos de azar e ocultação dos valores lucrados por meio de lavagem de dinheiro com laranjas e empresas de fachada

Ao todo, 47 pessoas e 21 empresas são investigadas. Algumas delas foram alvos dos 14 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira (13) em cinco cidades paulistas, entre elas Mogi Mirim

Segundo a corporação, 10 carros de luxo foram apreendidos em endereços ligados aos integrantes da quadrilha, além de dinheiro em espécie e dispositivos eletrônicos. 

O delegado Ivan Luiz Constâncio explica que a investigação partiu de relatórios de inteligência financeira, que identificaram a movimentação de ao menos R$ 97 milhões, incompatíveis com os padrões financeiros dos investigados. 

Só o líder da quadrilha teria movimentado R$ 25 milhões em um período de seis meses. 

Parte do dinheiro obtido com os jogos era camuflado com a compra de imóveis, transferências via pix e depósitos. 

As investigações são lideradas pela DEIC (Divisão Especializada em Investigações Criminais) de Piracicaba. Agora, a Polícia Civil busca identificar se mais pessoas estariam envolvidas no esquema. 

Os investigados devem responder por crimes como lavagem de dinheiro e ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. 

Todos em liberdade, enquanto as circunstâncias são confirmadas na investigação. 

A empresa Sport VIP Group, citada como pivô do esquema investigado, foi procurada pelo Grupo EP, mas não retornou às tentativas de contato. O espaço segue aberto à manifestação.

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