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Produto apreendido em fábrica clandestina de cosméticos precisava de autorização do Exército

Fórmula é uma espécie de corrosivo com potencial inflamável similar à pólvora
Produto apreendido em fábrica clandestina de cosméticos precisava de autorização do Exército
Foto: Polícia Civil/Reprodução

A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de cosméticos, em Americana, que produzia produtos sem a devida autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Um dos produtos encontrados, chamado “decapante”, necessitava de autorização do Exército para ser usado. A fórmula é uma espécie de corrosivo com poder para retirada de ferrugem e tem potencial inflamável similar à pólvora, como detalhou o delegado Marcel Fehr, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.

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Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em dois endereços de Americana, nos bairros Jardim São Luís e Campo Limpo. A empresa é investigada por fabricar, armazenar e vender produtos de beleza sem autorização dos órgãos competentes.

Uma mulher, de 44 anos, proprietária da empresa, foi presa em flagrante por crimes contra a saúde pública, contra as relações de consumo e contra o meio ambiente. A investigação também constatou que a mulher não possuía formação para manipulação desses químicos, apenas cursos na área de cosmetologia.

A comercialização era feita principalmente por meio de anúncios no Instagram. A investigação identificou ainda que a distribuição dos produtos falsificados era feita para todo o país, tanto para o consumidor final, quanto para comércios que fariam a revenda da marca.  

O comércio, que funcionava há pelo menos mais de um ano, contava com uma estratégia para driblar a Anvisa. Os produtos eram cadastrados como se tivessem uma categoria mais simples de uso, como um hidratante, quando na verdade eram vendidos com outra formulação, com promessas de proteção solar e potencial anti-idade, por exemplo.

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Na operação, foram apreendidos 400 litros de água oxigenada, 120 quilos do decapante industrial, substância altamente tóxica, 3.900 frascos de rejuvenescedor facial, 500 embalagens vazias, além de shampoo anticaspa e antiqueda, protetor solar, sabonete íntimo, tônico capilar e pó descolorante. 

A empresa não tinha alvará da Anvisa nem autorização de outros órgãos de fiscalização. Não houve fiança, e a mulher foi levada para a cadeia de Monte Mor. Ela deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20). As penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

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