O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um financiamento de R$ 251,7 milhões para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento de água de Campinas. O recurso será usado pela empresa Sanasa para substituir redes antigas, instalar novas tubulações e refazer ligações de água em vários bairros da cidade.
O investimento é parte do Programa de Controle e Redução de Perdas da Sanasa, que tem o objetivo de diminuir vazamentos e otimizar o uso de água tratada. A empresa vai trocar redes antigas de cimento por tubulações de polietileno de alta densidade, mais resistentes e com maior vida útil. Serão implantados mais de 200 quilômetros de novas redes e refeitas 17,7 mil ligações de água. A previsão é que o projeto termine em 2028 e beneficie cerca de 140 mil moradores.
Do total aprovado, R$ 114 milhões vieram do Programa Eco Invest. O restante, R$ 137,75 milhões, veio de linhas tradicionais do banco. O trabalho inclui ainda a instalação de válvulas e hidrantes, que ajudam a controlar a pressão e facilitam manutenções.
De acordo com a Sanasa, esta é a primeira vez que a empresa fecha uma operação de financiamento com o banco. O projeto envolve 15 bairros, entre eles Cambuí, Nova Campinas, Jardim Santa Cândida, Botafogo e Região da Ponte Preta.
A empresa informou que, entre 2021 e 2025, trocou 474 quilômetros de redes antigas por novas tubulações e reduziu o índice de perdas de 20,17% para 16,62%. Segundo a Sanasa, a troca de redes diminui a ocorrência de rompimentos e evita interrupções no fornecimento. A substituição também ajuda a preservar os rios da região. Entre 2021 e 2024, Campinas deixou de retirar 3 bilhões de litros de água dos mananciais que abastecem a cidade, volume suficiente para atender uma cidade de 50 mil habitantes.
As obras usam a tecnologia chamada Método Não Destrutivo, em que a troca das tubulações é feita por baixo do solo, com pequenas aberturas nas extremidades da quadra. Isso reduz o impacto no trânsito e no dia a dia dos moradores. Enquanto a obra acontece, as casas recebem água por redes provisórias aéreas, que são desativadas ao fim da intervenção.