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Campanha da Fraternidade 2026 tem início e reflete sobre moradia

A falta de moradia digna, realidade que atinge milhares de brasileiros, é o foco da Campanha da Fraternidade 2026. A mobilização começa nesta Quarta-feira de Cinzas e traz como tema

Campanha da Fraternidade 2026 tem início e reflete sobre moradia
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

A falta de moradia digna, realidade que atinge milhares de brasileiros, é o foco da Campanha da Fraternidade 2026. A mobilização começa nesta Quarta-feira de Cinzas e traz como tema “Fraternidade e Moradia”.

Promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a iniciativa reflete sobre o déficit habitacional, a precariedade das moradias e o avanço da população em situação de rua no país.

O debate faz parte da realidade de grandes cidades. Em Campinas e na Região Metropolitana, o crescimento da população em situação de rua, das ocupações urbanas e das moradias em áreas de risco tem sido cada vez mais visível.

A campanha apresenta dados que reforçam a gravidade do problema. Segundo a entidade, mais de 300 mil pessoas vivem hoje nas ruas no Brasil. O seminarista e integrante da Comissão Arquidiocesana, João Bento, detalhou a campanha.

Apesar de ser um direito fundamental , a moradia é desafio nas grandes cidades, como indica o Censo da População em Situação de Rua 2024, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com a Fundação Feac.

Foram identificados 1.557 moradores, sendo que 257 estão acolhidos. As 1,3 mil pessoas nas ruas representam aumento de 39,4% em relação ao levantamento anterior, de 2021, quando foram contabilizados 932 moradores em situação de rua.

Neste ano, entre os dias 2 e 6 de fevereiro, o Serviço de Abordagem Social registrou 227 abordagens a pessoas em situação de rua na cidade. A secretária de Assistência Social, Vandecleya Moro, falou sobre esses trabalhos.

A região Leste, onde fica a área central, concentra a maior parcela dessa população (42,6%), que é formada em sua grande maioria por homens, pessoas pardas e jovens, entre 25 e 36 anos.

Os homens respondem por 82,5% do total e as mulheres 17,5%. 92% também afirmou que faz uso de alguma substância química.

A Prefeitura disse ainda que, neste ano, além das abordagens em campo, houve atendimentos na sede do serviço e encaminhamentos para regularização de documentos.

Também houve integração com a rede de saúde e assistência social, incluindo o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), o Consultório na Rua, o INSS e o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua. Na Região Sul, por exemplo, houve inserção em abrigo e encaminhamentos para UBS e Caps Álcool e Drogas. A população pode solicitar abordagem pela Central 156, canal da Prefeitura.

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