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Comércio exterior cresce em 2025, mas indústria inicia 2026 sob pressão

A indústria da região de Campinas encerrou 2025 com crescimento no comércio exterior, mas inicia 2026 em um ambiente de maior cautela, marcado por queda no faturamento, redução da lucratividade

Comércio exterior cresce em 2025, mas indústria inicia 2026 sob pressão
A indústria da região de Campinas encerrou 2025 com crescimento no comércio exterior, mas inicia 2026 em um ambiente de maior cautela, marcado por queda no faturamento, redução da lucratividade e incertezas no cenário econômico e tributário. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pelo Ciesp Campinas, durante coletiva on-line de divulgação da Sondagem Industrial de […]

A indústria da região de Campinas encerrou 2025 com crescimento no comércio exterior, mas inicia 2026 em um ambiente de maior cautela, marcado por queda no faturamento, redução da lucratividade e incertezas no cenário econômico e tributário.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira pelo Ciesp Campinas, durante coletiva on-line de divulgação da Sondagem Industrial de fevereiro.

No acumulado de 2025, as exportações dos 19 municípios da regional somaram US$ 3,593 bilhões, alta de 3,17% na comparação com 2024. Já as importações atingiram US$ 14,332 bilhões, avanço de 17,22%.

A corrente de comércio, que representa a soma de exportações e importações e indica o volume total de negócios internacionais realizados pela região, cresceu 14,1% e chegou a US$ 17,925 bilhões. Como as importações avançaram em ritmo superior ao das exportações, o déficit regional também aumentou, fechando o ano em US$ 10,738 bilhões.

Segundo o diretor de Comércio Exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso, o resultado foi impulsionado principalmente pela compra de insumos industriais, como produtos químicos e componentes tecnológicos utilizados nas cadeias produtivas locais.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações regionais, com quase 19% de participação no acumulado de 2025. Em janeiro de 2026, o país concentrou 22% das vendas externas da região.

O primeiro mês deste ano, no entanto, já indicou desaceleração. Em janeiro, as exportações caíram 3,13% na comparação com o mesmo mês de 2025. As importações recuaram 11,23%. A corrente de comércio teve queda de 9,6%, enquanto o déficit foi 13,95% menor que o registrado em janeiro do ano passado.

Além do desempenho do comércio exterior, a sondagem industrial de fevereiro aponta um cenário mais pressionado dentro das fábricas.

De acordo com a pesquisa, 35% das indústrias reduziram o volume de produção no mês, 55% registraram queda no faturamento e 45% tiveram lucratividade inferior à de janeiro. Metade das empresas opera com utilização de capacidade instalada entre 70% e 80%.

Outro ponto de atenção é a implantação da reforma tributária. Segundo a sondagem, apenas 40% das empresas afirmam estar totalmente adequadas à fase de testes iniciada em janeiro. Outros 40% estão parcialmente adequadas e 20% ainda não se adaptaram às novas regras, o que significa que 60% enfrentam algum grau de dificuldade no processo.

A entidade também acompanha com cautela as discussões sobre tarifas nos Estados Unidos e os possíveis impactos no comércio internacional, além do cenário de crédito e juros no Brasil.

Apesar das incertezas, o Ciesp avalia que a região mantém um perfil industrial diversificado e forte integração com o mercado externo. Para 2026, no entanto, o cenário exige atenção redobrada, gestão de risco e adaptação rápida às mudanças econômicas e tributárias.

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