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Do ovo de chocolate ao bicho de pelúcia, comerciantes projetam boas vendas na Páscoa

Na Região Metropolitana, ACIC sinaliza um avanço médio de 5,7% no faturamento das lojas
Do ovo de chocolate ao bicho de pelúcia, comerciantes projetam boas vendas na Páscoa
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

Os comerciantes da região de Campinas projetam um aumento de 5,7% nas vendas de produtos alimentícios e presenteáveis para a Páscoa.

A projeção é da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), que calcula que o faturamento pode chegar aos R$ 377,2 milhões, em toda a Região Metropolitana

Apenas em Campinas, a venda de produtos de Páscoa deve alcançar os R$ 178,1 milhões, um avanço de 5,6% em relação ao ano passado. 

O chocolate, é claro, acaba sendo o produto mais procurado, como na loja da Stefani. Com o impulso dos ovos de páscoa, a expectativa de aumento de faturamento de até 80% em relação ao Natal. 

“A gente tem opções de ovos recheados, os clássicos… Eles acabam sempre levando trufa como lembrancinha, até porque com o valor dos ovos às vezes tem mais pessoas para presentear, então acaba levando trufa, ou um tablete recheado para complementar na lembrancinha”, explica a líder do estabelecimento.

Apesar da expectativa de aumento nas vendas, comprar um ovo de páscoa não deve sair exatamente barato.  

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o chocolate soma uma alta de 24,77% nos últimos 12 meses. No período, a inflação oficial do Brasil ficou em 4,44%

Uma alternativa mais em conta, especialmente para as crianças, pode ser a compra de um brinquedo. Quem comemora é o Oberdan, gerente de uma loja em Valinhos, que projeta um crescimento de 10% nas vendas do estabelecimento. 

“É uma venda bem relevante nessa questão, porque muitas crianças não comem chocolates ou, às vezes, não comem doces. E os pais acabam vindo comprar uma pelúcia em formato de coelho para poder substituir isso. Depende muito até da questão de os pais não quererem dar doce para a criança na Páscoa, e acabam comprando a pelúcia para poder substituir”, diz o comerciante.

E para dar conta do aumento de demanda, os empregos temporários também ficam aquecidos nessa época do ano.  

Apesar da projeção de avanço “mais tímido”, de apenas 1,5% nesta Páscoa, pelo menos 738 vagas desse tipo devem ser abertas na Região Metropolitana de Campinas. 

O economista da ACIC, Mário Eduardo Campos, destaca que toda a cadeia de alimentação se beneficia nesta época do ano. 

“É um momento onde a geração de emprego, principalmente para repositores das lojas, dos supermercados, e outros produtos também que acabam movimentando setores de bares e restaurantes para um almoço de Páscoa com a família. Então é um momento que movimenta muito a economia”, avalia.

Segundo a ACIC, o valor médio gasto por consumidor também deve crescer nesta Páscoa. O chamado “ticket médio” deve chegar aos R$ 144, uma alta de 6,2% em relação ao ano passado. 

Mas nenhum almoço farto no domingo de Páscoa ou sobremesa de chocolate vale uma dívida no cartão de crédito. Mário Eduardo Campos recomenda cautela. 

“Tomar cuidado com os possíveis parcelamentos que podem ser oferecidos através do cartão de crédito. Os juros ainda estão muito altos. Principalmente se não tiver a perspectiva de saldar a fatura totalmente. Ver a qualidade do produto, a gramatura do produto, e fazer uma compra bem assertiva para que ele fique satisfeito”, orienta.

Segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), o crescimento do setor nesta Páscoa deve ser atrapalhado pela alta do preço do cacau. 

Ainda de acordo com o economista Mário Eduardo Campos, o preço da commodity já apresenta uma tendência de queda, mas que ainda deve demorar a impactar os preços aqui no Brasil. 

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