A Polícia Civil suspeita que uma associação criminosa está por trás das atividades de uma mulher presa no centro de Campinas por estelionato. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (18).
A acusada tem 75 anos e foi detida depois de uma operação de campana da Polícia, que já tinha informações sobre uma negociação de grande valor em um centro comercial no centro da cidade.
Desta vez, a criminosa tentava comprar uma caminhonete estimada em R$ 200 mil, e utilizaria cédulas falsas de dólar. Em uma bolsa, ela mostrou ao vendedor cerca de US$ 40 mil em maços de cédulas que seriam usados na transação.
O dinheiro parecia verdadeiro, mas a etiqueta dos maços encobria as inscrições que diziam não ter nenhum valor, como explicou o delegado da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Marcel Fehr.
“Ao analisarem esse suposto dinheiro que estava no interior da bolsa, eles constataram que eram notas falsificadas, notas cenográficas, mas muito bem montados os malotes de forma que o proprietário da caminhonete que estava sendo vendida não tinha percebido que se tratava de dinheiro falso”, descreveu.
Segundo a Polícia, a mulher já tinha outras passagens por estelionato e estava em liberdade graças a uma medida cautelar.
Durante a abordagem, a falsa compradora se apresentou como Maria e natural do Paraná. Depois, ela apresentou outra identidade, também falsa, emitida no Maranhão.
Agora, a Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas que colaboraram com a confecção do dinheiro falso, inclusive de uma mulher que fugiu do local durante o trabalho da Polícia.
“E também vamos procurar por outras vítimas, uma vez que essa quantidade expressiva de notas falsas que ela possuía indica que ela deveria estar aplicando vários golpes na região, de forma semelhante”, apontou o delegado da 1ª DIG/DEIC.
Além dos US$ 40 mil falsos encontrados em uma bolsa, outros US$ 680 mil, também falsos, foram localizados dentro de uma mala.
Um outro comparsa, natural de Limeira que intermediou o negócio, foi preso em flagrante junto com a suposta compradora. Nesta quarta-feira (18), a Justiça aceitou a conversão da prisão para preventiva.
A acusada foi transferida para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. Ela deve responder por tentativa de estelionato, uso de documento falso e associação criminosa.