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Fim das motolâncias não deve impactar atendimento do Samu, diz Rede Mário Gatti

As motolâncias vão sair após o fim do contrato de locação dos veículos e a falta de interesse da empresa responsável em seguir com a operação
Samu
As motolâncias vão sair após o fim do contrato de locação dos veículos e a falta de interesse da empresa responsável em seguir com a operação

A Rede Mário Gatti avalia que o término do contrato das duas motolâncias, em 28 de fevereiro, e a não renovação do serviço não devem impactar o atendimento atual do Samu. Inclusive, pode até colocar em circulação novamente ao menos duas ambulâncias que estão paradas por falta de pessoal.

A afirmação é de Elisângela Nonato, diretora de Urgência e Emergência da Rede, que é responsável pela administração do Serviço Móvel de Urgência e Emergência. Em entrevista ao CBN Campinas, ela disse que a diferença do tempo de resposta entre a moto e a viatura é muito pequeno: 0,06 minuto.

Os cinco profissionais que atuavam nas motos serão realocados para atuar nas escalas das equipes que circulam com as viaturas. Segundo a diretora da Rede Mário Gatti, Campinas tem 12 ambulâncias do Samu, e ao menos duas ficam paradas por falta de pessoal. O número total para a cidade está até maior do que o preconizado para municípios do porte de Campinas, mas não está prevista nenhuma alteração para mais, ou para menos.

As motolâncias vão sair de Campinas após o fim do contrato de locação dos veículos e a falta de interesse da empresa responsável em seguir com a operação. Segundo a Rede Mário Gatti, nenhum outro fornecedor demonstrou disponibilidade ou interesse para assumir o serviço.

As motos do Samu funcionam desde 2018. No ano passado, elas fizeram 954 atendimentos, o equivalente a 2,4% do total registrado pelo Samu no ano, que beirou as 40 mil ocorrências.

O serviço de motolância foi oficialmente integrado ao Samu em 2008 em todo o país, mas não há até hoje habilitação por parte do Ministério da Saúde para que o custo seja coberto pelo SUS aqui em Campinas. É obrigatória a publicação de uma portaria do Ministério habilitando o município interessado no uso das motos.

A Rede Mário Gatti disse que estuda junto ao governo federal uma forma de financiamento que permita abrir nova licitação. Embora Elisângela Nonato afirme que o desejo é que a suspensão seja apenas temporária, ela reconhece que o custo benefício, por enquanto, não compensa.

As motolâncias não fazem transporte de pacientes. Elas são usadas para primeiros socorros e circulam em dupla, cada uma equipada com parte do material necessário para o atendimento inicial, o que permite chegada mais rápida no trânsito até a aproximação da ambulância. 

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