A ponte sobre o Rio Mogi Mirim, na Rodovia Deputado Nagib Chaib, é o principal elo viário entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu. Desde dezembro de 2025, porém, a interdição da estrutura transformou o trecho em um dos principais pontos de congestionamento da região.
A travessia concentra diariamente o deslocamento de trabalhadores, estudantes e moradores que circulam entre as duas cidades. Com o bloqueio, o tráfego foi redirecionado para trechos provisórios em mão dupla e rotas alternativas, o que elevou o tempo de viagem e sobrecarregou vias internas e rodovias próximas.
Por que a ponte foi interditada
De acordo com o DER-SP, a interdição ocorreu por medida de segurança após fortes chuvas acelerarem o processo erosivo nas margens do rio, comprometendo muros de contenção e expondo fundações da ponte.
Após estudos técnicos, o órgão concluiu que a recuperação da estrutura existente não seria segura nem eficiente. A solução definida foi a substituição completa da ponte. O novo projeto prevê duas faixas por sentido, acostamentos e calçadas, além de pilares mais espaçados para ampliar a vazão do rio e reduzir riscos em períodos de cheia. Segundo o DER, os projetos estão em andamento e devem ser concluídos em cerca de 60 dias.
Enquanto isso, o tráfego permanece interrompido no trecho da ponte.
Reclamações de moradores e aumento no fluxo
Moradores relatam trânsito mais intenso, principalmente nos horários de pico e com o retorno das aulas. O fluxo de veículos teria aumentado significativamente no entorno da rodovia e também em acessos internos de Mogi Mirim.
Parte dos motoristas passou a utilizar a SP-340 como alternativa para evitar os congestionamentos na área urbana. No entanto, segundo relatos, a rodovia também registrou aumento no volume de veículos, especialmente nos horários de entrada e saída do trabalho e em dias de chuva.
Além da demora, há preocupação com segurança viária, já que mudanças temporárias no sentido das vias e sobrecarga em acessos secundários exigem atenção redobrada de condutores.
Liminar judicial impõe prazo ao DER
A Prefeitura de Mogi Mirim informou que vinha solicitando providências ao DER há pelo menos três anos. Em fevereiro deste ano, o município obteve liminar na Justiça determinando que o órgão estadual execute as obras no prazo máximo de seis meses.
A decisão estabelece ainda a apresentação de relatórios mensais sobre o andamento dos trabalhos e prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A Prefeitura afirmou que irá acompanhar a execução das intervenções por meio de pareceres técnicos periódicos.
Nova rota municipal
Paralelamente, o município anunciou a construção de uma nova ligação viária pela Rua Rômulo Posi, com implantação de uma ponte municipal sobre o Rio Mogi Mirim. A proposta é criar alternativa de acesso à Zona Norte e reduzir a pressão sobre a Nagib Chaib.
Segundo a administração municipal, a obra já estava prevista, mas foi antecipada em razão da interdição da ponte estadual. A previsão é que a nova ligação contribua para distribuir melhor o fluxo entre os bairros e a conexão com Mogi Guaçu.
Impacto regional
A interdição da ponte na Rodovia Nagib Chaib afeta diretamente a dinâmica econômica e social entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu. Com congestionamentos frequentes, aumento no tempo de deslocamento e maior consumo de combustível, moradores aguardam a definição do cronograma e o início efetivo das obras da nova estrutura.
Até que a substituição seja concluída, o trecho segue como um dos principais desafios de mobilidade urbana na região.