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Muitos criadouros do mosquito da dengue ainda são encontrados em casas de Campinas, e conscientização é obrigatória

A principal dificuldade que as equipes de combate à dengue encontram em Campinas é a porta fechada. Seja porque o morador não permite a entrada, ou simplesmente não há ninguém

dengue
Foto: Felipe Pereira/CBN Campinas

A principal dificuldade que as equipes de combate à dengue encontram em Campinas é a porta fechada. Seja porque o morador não permite a entrada, ou simplesmente não há ninguém em casa, o índice de ‘recusas’ ao atendimento dos chamados das equipes passou dos 50% no ano passado. Sim, uma a cada duas casas não foi devidamente vistoriada para localização de focos do mosquito Aedes aegypti.

Essa é uma das principais batalhas que os mutirões tentam enfrentar. E, na realização do 9º Mutirão Regional “Juntos contra a Dengue”, promovido pelo Grupo EP em parceria com 202 prefeituras em todas as áreas de atuação do grupo, isso ficou mais evidente.

Equipes batem à porta da casa de Cristiane Maria Caetano da Cruz, na Vila Nogueira, em Campinas, durante mutirão de combate à dengue.
Foto: Felipe Pereira/CBN Campinas

Em uma casa na Rua Nuno Álvares Pereira, quase em frente à Administração Regional 3, mora a Cristiane Maria Caetano da Cruz. Ela levou um susto quando abriu o portão e deu de cara com mais de 20 pessoas que estavam na mobilização. Mas, permitiu a entrada das equipes, e, na vistoria, nada de irregular foi encontrado.

Só que ela confessou durante entrevista à CBN que é raro abrir a porta. Ela sabe que não é a ação mais recomendada, mas diz que tem um certo receio. Neste sábado, ela sabia do mutirão e atendeu a equipe.

O caso dela não é isolado, mas a prefeitura sempre reforça que há números de telefone disponíveis para consultar a identidade de um funcionário que está fazendo o trabalho de busca ativa. O telefone é o 156 nos dias úteis, e 199 aos finais de semana e feriados.

No áudio abaixo você entende um pouco mais sobre a importância de atender às equipes que fazem mutirões contra dengue.

Dados do painel de monitoramento de casos do governo do Estado mostram que Campinas já teve 540 registros positivos de dengue este ano. Três mortes aguardam resultados de exames do instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

A doença provoca febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, cansaço e manchas vermelhas na pele. Nos casos graves, a pessoa pode ter sangramentos e queda de pressão. A orientação é buscar atendimento assim que os primeiros sintomas aparecerem.

Muitos criadouros do mosquito da dengue ainda são encontrados em casas de Campinas, e conscientização é obrigatória
Foto: Felipe Pereira/CBN Campinas

Dengue em qualquer lugar, mesmo

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do Aedes aegypti. O mosquito se reproduz em água parada e costuma colocar ovos em recipientes simples, como tampas, garrafas, caixas d’água abertas, ralos e pratos de plantas.

E, quando se fala em água parada, não necessariamente precisa ser água limpa. Até mesmo em água suja a reprodução é possível. Durante o trabalho neste sábado em frente à AR 3, equipes ligadas à Secretaria de Serviços Públicos encontraram um bueiro completamente tomado por terra e água. Uma combinação que teria potencial para se tornar criadouro do mosquito Aedes aegypti. O local foi limpo.

Muitos criadouros do mosquito da dengue ainda são encontrados em casas de Campinas, e conscientização é obrigatória

9º Mutirão “Juntos contra a Dengue”

O mutirão reúne 202 cidades neste ano nas áreas de cobertura da EPTV, em Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e Sul de Minas Gerais. Cada prefeitura cadastrou o local, o horário e o tipo de atividade que foi realizada.

A campanha faz parte de uma agenda do Grupo EP pensando nos principais problemas das cidades, e como a atuação em conjunto entre imprensa e poder público pode propagar mais informações e conhecimento à população.

Outras cidades

A mobilização regional também movimentou outros municípios.

Em Valinhos, a Secretaria da Saúde montou uma tenda em frente ao Paço Municipal. As equipes fizeram atividades educativas e lúdicas, distribuíram material informativo e organizaram pedágios com faixas. A mobilização também teve uma caminhada chamada Unidos contra a Dengue. As ações ocorreram das 8h30 ao meio-dia e atraíram quem passava pelo Centro.

Em Sumaré, o mutirão se concentrou na região do Maria Antônia. Agentes visitaram casas, vistoriaram quintais, aplicaram larvicida quando necessário e deram orientações. A Secretaria de Serviços Públicos recolheu materiais que acumulam água. A ação ocorreu das 8h ao meio-dia.

Em Santa Bárbara d’Oeste, moradores participaram de uma passeata de conscientização no Planalto do Sol. O grupo saiu da Casa de Maria e seguiu até o Parque das Paineiras, fixando cartazes em comércios e reforçando orientações.

Em Piracicaba, o arrastão do Dia D foi no Monte Líbano, que reúne bairros como Parque dos Eucaliptos, Jardim Noêmia, Ingá, Vila São Paulo e Jardim das Flores. A saída aconteceu às 7h30 no varejão do Parque dos Eucaliptos. A prefeitura fez panfletagem com o grupo de escoteiros São Mário e uma ação educativa no Parque da Rua do Porto, no entorno do Centro Cívico. Equipes da Secretaria de Obras limparam áreas verdes e a Guarda Municipal usou drones para vistoriar imóveis fechados.

Em São Pedro, as equipes ficaram na Feira do Produtor Rural. A cidade montou o laboratório da dengue, que mostra o ciclo do Aedes aegypti, e distribuiu panfletos entre 8h e 11h.

Em Iracemápolis, o mutirão começou às 8h com visitas casa a casa no bairro Aquarius. Na praça da Matriz, o pedágio educativo começou às 8h30. A cidade também fez vacinação, recolhimento de objetos e orientações até o meio-dia.

Em Holambra, as equipes mantiveram mutirões de rotina, com tendas de orientação na região central e visitas casa a casa ao longo da manhã.

Em Pedreira, as ações se concentraram nos bairros Jardim Triunfo e Jardim Marajoara. As equipes fizeram visitas, usaram bomba costal para aplicação de inseticida, recolheram materiais com o caminhão da dengue e vistoriaram caixas d’água.

Em Indaiatuba, a mobilização se espalhou pela cidade ao longo do dia. As equipes instalaram placas educativas nas unidades de saúde e escolas, fizeram ações em praças com jogos e atividades lúdicas e distribuíram materiais informativos. Um carro de som percorreu os bairros com orientações de prevenção. A Praça Dom Pedro II concentrou a programação das 8h às 16h, com um stand interativo que recebeu moradores.

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