CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Região de Campinas registra 577 casos de hepatite A e leptospirose desde 2022

O Grupo de Vigilância Epidemiológica de Campinas registrou 577 casos de hepatite A e leptospirose entre 2022 e 2026. Os dados foram enviados pelo governo estadual após pedido do g1

Campinas
Foto: Arquivo/CBN Campinas

O Grupo de Vigilância Epidemiológica de Campinas registrou 577 casos de hepatite A e leptospirose entre 2022 e 2026. Os dados foram enviados pelo governo estadual após pedido do g1 Campinas.

As duas doenças podem ser transmitidas pelo contato com água contaminada durante enchentes. No mesmo período, vinte pessoas morreram por causa da leptospirose na região do Departamento Regional de Saúde VII.

Com as chuvas do verão, a Secretaria de Saúde reforçou cuidados para evitar infecções. As tempestades podem provocar alagamentos e inundações, o que aumenta o risco para moradores de áreas atingidas. A pasta entrega hipoclorito de sódio para quem vive em imóveis onde há risco de transmissão, depois de avaliação inicial da Defesa Civil. O telefone para o atendimento é o 199.

Leptospirose na região de Campinas

AnoCasosMortes
2022384
2023326
2024317
2025233
202640

Fonte: Grupo de Vigilância Epidemiológica – DRS VII

Hepatite A na região de Campinas

AnoCasos
202241
2023160
2024148
2025100
20260

Fonte: Grupo de Vigilância Epidemiológica – DRS VII

A leptospirose é causada por uma bactéria que pode estar na urina de animais infectados, principalmente roedores, e na água ou na lama contaminada. Os sintomas incluem febre, dores no corpo e na cabeça, enjoo, vômitos, diarreia, vermelhidão nos olhos e tosse. Quem teve contato com água de enchente e apresentou febre deve procurar um serviço de saúde rapidamente. A equipe faz a avaliação, inicia o tratamento e coleta exames.

A hepatite A é causada por um vírus e a transmissão acontece pela via fecal-oral, quando há contato de fezes com a boca. Isso pode ocorrer em enchentes, mas também no contato próximo entre pessoas e durante relação sexual oral ou anal. Não há tratamento específico. A automedicação pode piorar o quadro porque alguns remédios são tóxicos ao fígado. Os sintomas mais comuns são cansaço, febre, dores musculares, enjoo, vômitos e alterações intestinais. A vacina é aplicada em dose única aos 15 meses e está disponível nas unidades básicas da cidade.

A secretaria também ampliou a capacitação dos agentes comunitários de saúde para orientar moradores sobre os riscos das enchentes. No site da prefeitura, há materiais educativos com orientações sobre limpeza de ambientes com hipoclorito, cuidados após contato com água contaminada e informações para profissionais de saúde.

Conteúdos