A tuberculose registrou em 2025 o maior número de notificações compulsórias da série histórica recente em Campinas, com 300 ocorrências da doença. No total, 871 notificações foram registradas nos últimos três anos, sendo 290 em 2024 e 281 em 2023. Em janeiro de 2026 já foram notificados 29 casos de tuberculose no município.
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose é transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada tosse ou fala, o que torna o contato próximo e prolongado e a permanência em ambientes fechados os principais fatores de risco para o contágio.
Uma única pessoa contaminada pode transmitir a doença para uma média de 15 pessoas em um ano. O principal sinal de alerta é a tosse persistente por mais de duas semanas sem melhora. Febre baixa, sudorese noturna, cansaço e perda de peso também podem indicar a doença.
De acordo com a prefeitura, um dos grandes desafios do controle da tuberculose é o alto índice de abandono do tratamento pelos pacientes. O esquema terapêutico é padronizado pelo Ministério da Saúde e dura no mínimo seis meses. Durante esse período, o paciente deve realizar mensalmente o exame de escarro para acompanhar a resposta ao tratamento e detectar precocemente alguma resistência bacteriana.
Para reduzir o abandono, Campinas adota o Tratamento Diretamente Observável (TDO), recomendado pelo Ministério para todos os pacientes com tuberculose, que são acompanhados presencialmente pela equipe de saúde ou por meio do Tratamento Diretamente Observado por Vídeo (VDOT).
Nem toda pessoa infectada desenvolve a doença ativa. Na infecção latente da tuberculose (ILTB), o bacilo fica “dormente” no organismo sem causar doença ou transmiti-la, porém pode ser ativado quando há uma baixa na imunidade e desenvolver a doença.
Em caso de suspeita da doença, o Centro de Saúde mais próximo é a porta de entrada. Os CSs fazem a coleta da amostra de escarro e o resultado sai em 24 horas.