A Justiça condenou a 8 anos e três meses de prisão em regime fechado, por corrupção passiva, o vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré e pai do atual vice-prefeito, André da Farmácia (MDB). O parlamentar vai recorrer da sentença em liberdade.
A decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Sumaré, proferida nesta terça-feira (3), determinou ainda a perda do mandato do vereador, eleito em 2024, e de valores apreendidos, uma vez que “sua origem lícita não foi demonstrada nos autos” – entre eles, cerca de R$ 100 mil escondidos em uma mochila escolar.
Na sentença, o magistrado absolveu Welington da Farmácia da denúncia de corrupção passiva contra uma das vítimas, mas o condenou pelo mesmo crime contra outra vítima.
Além da pena privativa de liberdade, determinou o pagamento de 170 dias-multa, sendo cada qual no valor de 3 salários-mínimos vigentes à época do fato.
O advogado Ralph Tórtima Filho, que defende o vereador, destacou que a sentença “andou bem ao absolvê-lo de uma das acusações”, e que no que se refere à condenação, “garante que no curso da ação penal foram evidenciadas inúmeras nulidades, que somadas a um contexto probatório de extrema fragilidade, justificariam a absolvição de Welington”.
“Sob esse aspecto, a defesa informa que irá recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo”, disse Tórtima Filho.
Procurada para comentar a decisão sobre a perda do mandato do vereador, a Câmara Municipal de Sumaré informou que, até o presente momento, “não foi formalmente comunicada pelo Poder Judiciário acerca da referida decisão”.
Welington da Farmácia foi eleito vereador em 2024, com 2.249 votos, tornando-se o sexto candidato mais votado da cidade naquele ano.
- com informações do g1 Campinas