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Vítima de racismo é agredida com pedaço de madeira por vizinha em Americana

Uma mulher foi vítima de agressão e racismo, no bairro Vila Belvedere, em Americana. O caso ocorreu na noite da última terça-feira (3), Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia

Vítima de racismo é agredida com pedaço de madeira por vizinha em Americana
Foto: Reprodução/EPTV

Uma mulher foi vítima de agressão e racismo, no bairro Vila Belvedere, em Americana. O caso ocorreu na noite da última terça-feira (3),

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma briga entre vizinhas. No local, os policiais encontraram a suspeita correndo atrás da vítima com um pedaço de madeira.

De acordo com a PM, a agressora foi flagrada desferindo golpes contra a mulher. Ela foi contida e algemada. Uma testemunha afirmou que, durante o ataque, a vítima foi chamada de “macaca” e “macumbeira”.

Ainda segundo o registro policial, a confusão começou depois que a agressora chamou a vizinha no portão. A conversa evoluiu para uma discussão com ofensas preconceituosas. Em seguida, a suspeita teria pegado um pedaço de madeira.

A vítima, que é umbandista, já havia registrado outras ocorrências envolvendo a mesma vizinha. Os golpes atingiram a cabeça, o pulso e as costas da mulher. Ela relatou que as agressões começaram antes da chegada da polícia.

A mulher ferida foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Americana. A agressora apresentava escoriações, mas recusou atendimento médico. O objeto usado no ataque foi apreendido.

À polícia, a suspeita disse que se mudou para um prédio vizinho há cerca de três ou quatro meses e alegou conflitos frequentes por causa de barulho na casa ao lado.

O caso foi registrado e será investigado. A agressora passou por audiência de custódia e foi liberada.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a liberação é provisória. A mulher deverá comparecer mensalmente ao juízo, manter o endereço atualizado, não sair da comarca por mais de oito dias sem autorização e não se aproximar da vítima nem das testemunhas.

A reportagem tentou contato com a defesa da suspeita, mas não obteve retorno. No boletim de ocorrência, ela negou as ofensas raciais e religiosas, alegando conflito de vizinhança e legítima defesa.

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