Um auditor fiscal que trabalhava na Delegacia Regional Tributária de Osasco foi preso em Valinhos nesta sexta‑feira, 13 de março, durante a Operação Mágico de Oz. A ação foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e teve apoio do 1º Baep da Polícia Militar.
Na casa do servidor, as equipes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e cerca de R$ 130 mil em dinheiro.
A prisão faz parte de uma investigação sobre um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o grupo usava intermediários para receber propina e movimentar valores de origem ilegal. As suspeitas apareceram após achados da Operação Ícaro, deflagrada em 2025.
Como foi a operação no Estado
A Operação Mágico de Oz teve ações também em São Paulo, Osasco e Tupi Paulista. Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. Quatro agentes fiscais de renda foram afastados das funções. O vice‑prefeito de Tupi Paulista também foi afastado do cargo.
A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado informou que participa da operação por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária, dentro do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos. A pasta disse que coopera com o Ministério Público desde a Operação Ícaro e que tem 33 procedimentos administrativos em andamento para apurar possíveis envolvimentos de servidores em práticas ilegais.
As ações foram coordenadas pelos grupos do Ministério Público que atuam no combate a crimes econômicos e organizações criminosas, com apoio das polícias Civil e Militar.