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Baep e Polícia Federal fazem operação contra tráfico de haxixe na região de Campinas

As equipes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão temporária em cidades do interior e da capital paulista
Campinas
Foto: Polícia Federal

Uma operação contra uma organização criminosa ligada a uma facção de atuação nacional teve ações em três estados na manhã desta quarta-feira, 18 de março. A ofensiva foi feita pela Polícia Militar em conjunto com a Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Campinas, e recebeu o nome de Operação Dry Fall. As equipes cumpriram 35 mandados de busca e apreensão e 37 mandados de prisão temporária.

Segundo a Polícia Federal, 24 pessoas foram presas até as 09h00, e cinco delas já estavam em presídios da região.

Na região de Campinas foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária. Quatro foram presos em flagrante com haxixe, sendo que um deles estava com um carro-cofre com sistema avançado de abertura do compartimento.

Em Araras foram sete ordens de busca e sete de prisão. Rio Claro teve quatro mandados de busca e dois de prisão. Em Santo André, foram três buscas e uma prisão, enquanto São Paulo teve três mandados de busca e três de prisão. Também houve ações com busca e prisão em Santa Bárbara d’Oeste, Hortolândia, Mogi Mirim, Nova Odessa, Iperó, Bragança Paulista, Socorro, Sumaré e São Bernardo do Campo. Em Americana, houve um mandado de prisão. Limeira teve dois mandados de busca.

Fora de São Paulo, a operação atingiu outros três estados. Em João Monlevade, em Minas Gerais, houve um mandado de busca e um de prisão. No Paraná, Londrina teve um mandado de busca, e Foz do Iguaçu registrou cinco mandados de busca e cinco de prisão. No Rio de Janeiro, foram cumpridos dez mandados de prisão, sem ordens de busca, contra suspeitos apontados como parte da mesma estrutura criminosa.

As investigações começaram após uma prisão em Araras, pela Polícia Militar. Ao Grupo EP, o Coronel Cleoteus Sabino, Comandante do CPI-9, explicou a articulação interestadual.

O líder da quadrilha, conhecido como “Piti”, foi preso em Mogi Mirim. Ele tinha ligação com o Rio de Janeiro e era considerado intermediador da droga que vinha do Paraguai para o Brasil. O quilo do “dry” pode chegar a R$ 50 mil.

Segundo a investigação, o grupo movimentava grandes carregamentos de haxixe de alto teor de THC e mantinha um esquema estruturado de tráfico de armas, com logística entre estados. Haxixe com alto teor de THC é uma forma concentrada da maconha.

O THC é a substância que causa efeito psicoativo. Quando o teor é mais alto, o efeito é mais forte e dura mais tempo. Esse tipo de produto costuma ser feito com partes da planta que têm maior concentração de resina, o que aumenta a potência e o valor no mercado ilegal.

O dinheiro obtido com os crimes passou por empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou o bloqueio de cerca de 150 contas bancárias, com valor que pode chegar a R$ 70 milhões, além da suspensão das atividades de 20 empresas suspeitas de participar do esquema de lavagem.

O objetivo da operação foi prender lideranças do crime organizado, reunir novas provas e enfraquecer o grupo investigado. Esta foi a primeira grande ação da força integrada em Campinas. O nome Dry Fall faz referência ao tipo de droga comercializada, já que o haxixe é conhecido como dry, e à derrubada do esquema criminoso.

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