A Secretaria de Saúde de Campinas começa, na próxima segunda-feira, dia 9, a imunização de bebês e crianças contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A estratégia inclui busca ativa com agentes de saúde telefonando para famílias cadastradas no SUS municipal que têm prematuros com menos de seis meses e crianças com comorbidades menores de dois anos para orientá-las a procurar a unidade mais próxima.
As doses serão aplicadas em todos os Centros de Saúde, dentro do horário da sala de vacinação de cada unidade. Os endereços e horários estão disponíveis no site da prefeitura.
As famílias que receberem contato telefônico devem procurar o Centro de Saúde de referência para verificar a disponibilidade e agendar a aplicação, se necessário.
A imunização é destinada a crianças prematuras, nascidas com até 36 semanas e 6 dias de gestação, menores de seis meses de idade, com qualquer peso corporal, independentemente do histórico de vacinação materna contra o VSR; crianças com menos de 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave (inato ou adquirido), síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular ou anomalias congênitas das vias aéreas.
O imunizante utilizado é o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para prevenir casos graves da infecção.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o VSR é o principal responsável por bronquiolite e parte dos quadros de pneumonia em crianças menores de dois anos.
Em 2025, Campinas registrou 1.182 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, a maioria em bebês com menos de 1 ano. Foram 14 mortes no período. A maior circulação do vírus costuma ocorrer nos meses mais frios, quando aumentam as internações por doenças respiratórias.
Além do nirsevimabe, o município também oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A imunização permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda na gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida – fase em que o risco de complicações é maior.
A Secretaria de Saúde orienta ainda medidas complementares para reduzir a transmissão do vírus, como:
Lavar as mãos com frequência;
Manter ambientes ventilados;
Evitar aglomerações;
Usar máscara em caso de sintomas respiratórios.
