O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas aprovou o plano de manejo que prevê a substituição de 126 árvores do Bosque dos Jequitibás que apresentam risco de queda, segundo laudos técnicos. O documento foi enviado para análise do conselho estadual de patrimônio, já que o parque também é tombado nessa instância.
A medida teve como objetivo garantir a segurança de visitantes, funcionários e animais que vivem no bosque. O manejo só vai começar depois da validação do órgão estadual.
O plano definiu que os trabalhos vão acontecer sempre às segundas-feiras, dia em que o Bosque dos Jequitibás fica fechado ao público. As árvores retiradas vão ser substituídas por mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, plantadas no mesmo local, como forma de compensação ambiental.
Os critérios usados para definir quais árvores precisam ser substituídas vieram do Plano Diretor Florestal do Bosque dos Jequitibás, elaborado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. Cada árvore passou por uma avaliação individual, com cerca de 20 itens analisados, como presença de doenças, possibilidade de tratamento, grau de risco e condições das raízes.
Além do plano de manejo, a prefeitura informou que mantém o acompanhamento constante da saúde das árvores. Outras medidas de segurança incluem o fechamento do bosque após chuvas acima de 80 milímetros em um período de 72 horas, por causa do solo encharcado, e a interdição da rua General Marcondes Salgado nessas mesmas condições.
A medida de fechar parques e bosques após chuvas volumosas foi tomada após uma morte registrada em 28 de dezembro de 2022. Guilherme da Silva de Oliveira Santos morreu a caminho do trabalho depois que uma figueira caiu do interior do bosque sobre a Rua General Marcondes Salgado. A árvore atingiu um carro e também uma casa que fica na via.
As análises técnicas apontaram que se tratava de uma figueira branca com cerca de 35 metros de altura e estimativa de 100 anos de idade. Os laudos indicaram que a árvore estava saudável e que a queda ocorreu por fatores climáticos, como o alto volume de chuvas, ventos fortes e o solo encharcado.