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Confissão de tio leva polícia a pedir prisão de padrasto por morte de jovem carbonizado

A Polícia Civil de Jaguariúna identificou mais dois suspeitos de participar da morte de Ramon Luporini de Faria Motta, de 22 anos. O corpo foi encontrado carbonizado em um matagal

Confissão de tio leva polícia a pedir prisão de padrasto por morte de jovem carbonizado
À esquerda, a vítima Ramon Luporini de Faria, de 22 anos; à direita, o padrasto Gilson Silva Santos, suspeito de participação no crime - Foto: Polícia Civil de Jaguariúna

A Polícia Civil de Jaguariúna identificou mais dois suspeitos de participar da morte de Ramon Luporini de Faria Motta, de 22 anos. O corpo foi encontrado carbonizado em um matagal na divisa entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, na última sexta-feira (27).

O tio do jovem, Daniel Luporini de Faria, já havia confessado o crime nesta sexta e permanece preso preventivamente. Os outros dois estão foragidos.

Segundo o delegado Erivan Vera Cruz, o tio queria “dar um susto” em Ramon por conta de conflitos familiares, e teria chamado o cunhado Gilson Silva Santos Oliveira – padrasto da vítima – e o amigo Jesué Ferreira Alves para ajudá-lo. Ainda de acordo com o relato do tio à polícia, Jesué estaria armado.

No entanto, a situação teria saído do controle, após Ramon reagir. O jovem teria sido imobilizado, amarrado e, de acordo com a confissão, agredido com o uso de uma marreta. O tio afirmou que o sobrinho foi retirado do local ainda com sinais vitais, mas inconsciente, na noite da última quinta-feira (27).

O amigo Jesué teria sido responsável por deixar o corpo em uma área de mata. Com auxílio da Guarda Civil Municipal, o corpo do jovem foi encontrado morto e parcialmente carbonizado na divisa entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, conhecida como “poção”.

Após identificação dos suspeitos, a polícia pediu prisão temporária de Gilson e Jesué. Eles ainda não foram localizados e são considerados foragidos.

A polícia instaurou inquérito para apurar os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Ramon havia sido preso dias antes por descumprimento de medida protetiva contra a mãe, mas foi colocado em liberdade após audiência de custódia. Pouco depois de sair, ele desapareceu.

Segundo o pai do jovem, Ricardo da Motta, Ramon estava tentando internar a mãe, que era usuária de drogas, e esta seria a razão do pedido da medida protetiva.

Assim que o boletim de desaparecimento foi registrado, a polícia descobriu que, antes de sumir, Ramon esteve na casa do tio, Daniel Luporini de Faria, no Jardim São Pedro, em Jaguariúna. A motocicleta da vítima foi encontrada no imóvel, o que levantou suspeitas.

Quando questionado sobre o desaparecimento do sobrinho, Daniel apresentou versões contraditórias, terminando por confessar o crime à polícia. Ele foi preso na sexta (28) e, em depoimento às autoridades, revelou o envolvimento do padrasto e amigo.

Ainda de acordo com o pai do jovem, os conflitos familiares com mãe e tio eram frequentes. Ricardo desconfia que a própria mãe de Ramon pode ter sido a mandante do crime. Horas antes da morte do filho, ela publicou nas redes sociais que Ramon “teria o que merece”.

A polícia não confirma a participação da mãe e, até o momento, refuta esta hipótese. As autoridades também investigam se conflitos familiares envolviam imóveis e herança.

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