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Dono do canal Benga TV, preso por tráfico de drogas e crimes de trânsito em Campinas, vai passar por audiência de custódia neste sábado

O influenciador Plínio Palmeira, de 25 anos, vai passar por audiência de custódia neste sábado, depois de ter sido preso por tráfico de drogas durante uma operação da Polícia Civil

Benga TV
Foto: Marcio Silveira/EPTV

O influenciador Plínio Palmeira, de 25 anos, vai passar por audiência de custódia neste sábado, depois de ter sido preso por tráfico de drogas durante uma operação da Polícia Civil e Polícia Rodoviária que investigou crimes de trânsito em rodovias de Campinas e região. Ele é dono do canal Benga TV, que tem quase meio milhão de seguidores no Instagram.

A polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao influenciador, quatro em Campinas e um em Paulínia. Durante as buscas, os policiais apreenderam cerca de 200 gramas de maconha e outra substância em forma de cristais, que ainda vai passar por perícia. Plínio teve a prisão em flagrante decretada.

A operação também apreendeu nove carros, que vão passar por perícia para identificar alterações que aumentam a potência do motor e permitem que o veículo atinja velocidades maiores que as previstas pelo fabricante. Celulares e computadores foram recolhidos para análise, com o objetivo de identificar outras pessoas envolvidas em corridas ilegais.

Segundo a investigação, Plínio atuava em uma oficina de alta performance no Jardim São José e publicou vídeos nas redes sociais com manobras perigosas e velocidades acima do limite. Há registros de que ele dirigiu a 283 quilômetros por hora na Rodovia Anhanguera, em um trecho onde o limite é de 100 quilômetros por hora. A polícia também apontou que ele participou de corridas ilegais e dirigiu com a carteira vencida desde 2024.

Além do tráfico de drogas, o inquérito investiga direção perigosa, participação em corridas ilegais, adulteração de placas e apologia ao crime.

A defesa afirmou que a maconha apreendida é para uso pessoal e negou qualquer ligação do cliente com o tráfico. Segundo o advogado Vitor Prado Pimentel, a quantidade é baixa e caracteriza uso próprio. O defensor disse que a imputação de tráfico é um equívoco e que houve excesso no cumprimento do mandado.

Ele afirmou que houve extrapolação da ordem judicial e classificou a prisão como ilegal. O advogado disse que Plínio é primário, tem bons antecedentes, nunca foi preso e não responde a processos criminais. A expectativa da defesa é obter o relaxamento da prisão durante a audiência deste sábado.

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