O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira, a formalização da doação do terreno onde será construído o Hospital Metropolitano de Campinas. A área, com 34,8 mil metros quadrados, fica no bairro Parque Itália e foi repassada pela Prefeitura de Campinas ao Governo do Estado de São Paulo.
O decreto autoriza o recebimento do imóvel sem custos e destina o terreno à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para a construção da nova unidade hospitalar. O projeto prevê investimento de cerca de R$ 400 milhões nas obras e está nas etapas finais de consolidação.
Nesta fase do projeto do Hospital Metropolitano, o governo finaliza os projetos executivos, define o orçamento detalhado da construção e conclui aprovações internas, que incluem análise jurídica e avaliação da vigilância sanitária. Após essas etapas, o edital para a construção do hospital deve ser publicado nas próximas semanas.
O anúncio ocorre em meio a mais um episódio de pressão por leitos na região de Campinas. Na noite desta terça-feira, o Hospital PUC-Campinas informou que o Pronto-Socorro da instituição opera com 335% de ocupação, muito acima de sua capacidade instalada. Atualmente, 42 pacientes encontram-se acomodados em macas nos corredores, em razão da elevada demanda por atendimento.
A nova unidade deve atender cerca de 4,6 milhões de moradores da região e terá estrutura para atendimento ambulatorial, 262 leitos gerais e 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva. O hospital também contará com centro cirúrgico com oito salas de grande porte, 24 leitos de recuperação pós-anestésica, 20 leitos de hemodiálise e pronto atendimento com 24 leitos de observação.
O Hospital Estadual de Campinas também terá unidade de radioterapia e quimioterapia e pronto-socorro referenciado. A proposta é que a unidade seja referência em atendimentos de média e alta complexidade, com especialidades como oncologia, neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, urologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica e psiquiatria.
Segundo o governo estadual, a nova estrutura deve ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde na região e aumentar a oferta de serviços hospitalares especializados.