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Empresário suspeito de liderar esquema de fraudes é transferido para presídio de Piracicaba

Apontado como chefe de um esquema de fraudes bancárias, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, passou por audiência de custódia após se apresentar na delegacia da Polícia

Empresário suspeito de liderar esquema de fraudes é transferido para presídio de Piracicaba
Foto: Victor Hugo Bittencourt/EPTV

Apontado como chefe de um esquema de fraudes bancárias, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, passou por audiência de custódia após se apresentar na delegacia da Polícia Federal, em Piracicaba, nesta sexta-feira (27) e foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade.

Ele, a esposa Glaucia Juliana de Azevedo e o cunhado Julio Ricardo Iglesias Oriolo foram até a unidade policial nesta manhã.

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Havia mandados de prisão contra os três, que eram alvos da Operação Fallax, deflagrada pela PF na última quarta (25). Porém, na ocasião, eles não foram encontrados . Thiago e Glaucia são moradores de Americana e Julio é de Santa Bárbara d’Oeste.

Na tarde desta sexta, em audiência, a 1ª Vara Federal de Piracicaba homologou as prisões. Thiago e Julio foram levados ao CDP de Piracicaba, e Glaucia foi conduzida à Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu.

De acordo com as investigações, eles faziam parte de uma organização que praticava fraudes bancárias mediante o uso de empresas de fachada, “laranjas” e cooptação de agentes do sistema financeiro. Já foram identificadas movimentações de, pelo menos, R$ 47 milhões.

Thiago, conhecido como “Ralado”, seria responsável pela coordenação das frentes de atuação, o que inclui captação de “laranjas”, constituição de pessoas jurídicas, contato com gerentes bancários e orientação quanto à produção de documentos utilizados nas operações de crédito.

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Segundo decisão judicial, Glaucia exercia “papel central” na articulação financeira do esquema, com controle de contas bancárias de “laranjas”, gestão de cheques de terceiros e movimentação de valores por meio de conta própria, inclusive para pagamento de comissões a gerentes.

Julio, por sua vez, teria funções centrais de operador financeiro e logístico. Foi apurado que ele administrava empresas de fachada e participava de transações suspeitas, inclusive com vantagem patrimonial evidenciada pela posse de bem de luxo.

O g1 não conseguiu contato com as respectivas defesas.

Até agora, 18 pessoas foram presas por suspeita de participação no esquema. Outras 15 já tinham sido detidas na quarta, durante a operação. Três seguem foragidos.

Também há outros 12 suspeitos, que foram alvos apenas de mandados de busca e apreensão.

Entre eles, está Rafael Ribeiro Leite Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor. A defesa afirmou que vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação.

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