Para 32% das famílias paulistas, sair do aluguel e deixar a casa dos pais estavam entre os principais motivos para comprar um imóvel em 2025.
As conclusões são da pesquisa do mercado imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), e se referem ao 4º trimestre do ano passado.
Nesse período, pelo menos 2,4 milhões de famílias paulistas tinham intenção de compra, ou seja, estavam buscando e visitando imóveis para se mudar em novembro.
Apesar de uma diminuição de 400 mil em relação ao trimestre anterior, o nível se manteve estável em comparação com novembro de 2024.
O vice-presidente do Secovi-SP Interior, Frederico Marcondes César, destaca a intenção de compra de imóveis considerados de classe média.
“Me recordo das pesquisas lá atrás, em 2018 e em 2016, quando nós tínhamos o ‘Minha Casa, Minha Vida’ em várias regiões do interior de São Paulo respondendo por 70%, 75% daquele mercado. E mostra o quanto nosso mercado é resiliente. Nós passamos a pandemia achando que ia ter um colapso generalizado e o mercado vem num crescendo que nos surpreende todos os dias”, avaliou.
De acordo com o Secovi-SP, a região de Campinas comercializou 13.338 unidades em 2025, o que representou um avanço de 10% em relação a 2024, quando foram 12.121 vendas.
Em nível estadual, o mercado imobiliário de Campinas teve 18% de participação na venda total de imóveis no ano passado.
Para o sócio consultor de uma empresa de consultoria estratégica e parceira do Secovi na realização da pesquisa, Guilherme Werner, a tendência é de que o mercado imobiliário mantenha o ritmo aquecido de demanda e oferta em 2026.
“Mas tudo nos leva a crer e os indicadores e o volume também, que deve ser o ano em que a gente tem entendido que a demanda deve se comportar de uma forma mais célere do que a própria oferta. É pensar bem, é analisar bem o ambiente, ter bastante segurança e mitigar todos os riscos de mercado antes de lançar o produto porque a gente tem visto que produtos bem concebidos têm sido vencedores”, opinou.
A pesquisa do Secovi também mapeou os motivos para o morador paulista buscar um imóvel para comprar.
O sindicato destaca a grande participação, 55%, das famílias em estado de transição, ou seja, mudando de patamar de imóvel. Outros 29% buscavam um upgrade, motivado por espaços maiores e mais benefícios.