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Furto de vírus na Unicamp: pesquisadora descartou amostras no lixo e PF investiga participação do marido

A pesquisadora Soledad Palameta Miller tentou descartar parte das amostras retiradas indevidamente do laboratório de virologia do Instituto de Biologia da Unicamp, em lixeiras, após mandados de busca e apreensão

Furto de vírus na Unicamp: pesquisadora descartou amostras no lixo e PF investiga participação do marido
Foto: Reprodução/Currículo Lattes

A pesquisadora Soledad Palameta Miller tentou descartar parte das amostras retiradas indevidamente do laboratório de virologia do Instituto de Biologia da Unicamp, em lixeiras, após mandados de busca e apreensão da Polícia Federal na casa dela, no sábado, dia 21. O acesso ao laboratório aconteceu na segunda, dia 23, data em que foi presa em flagrante. A informação foi confirmada pela Polícia Federal durante entrevista coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27).

O marido de Soledad também está sendo investigado, pois é suspeito de ter colaborado no desaparecimento do material. De acordo com a PF, ele é doutorando em Genética e Biologia Molecular na universidade.

A retirada de vírus do laboratório foi registrada por câmeras de segurança, mas as imagens não foram divulgadas.

Entre os vírus levados estavam H1N1 e H3N2, responsáveis pela gripe tipo A, além de outros vírus de origem humana e suína. Todo o material foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que mantém sob sigilo os detalhes sobre os tipos analisados.

A corporação descarta risco de contaminação fora da universidade, que todas as amostras foram recuperadas e que os vírus não saíram do ambiente da instituição.

O casal é sócio da startup Agrotrix Biotech Solutions, que atua na área de pesquisa e desenvolvimento em ciências físicas e naturais, e instalada em um parque tecnológico no campus da universidade. Sobre o caso, a PF descartou fins comerciais.

A investigação agora aguarda laudos periciais, incluindo o detalhamento das amostras, além de celulares e computadores apreendidos no imóvel do casal suspeito. O registro de acesso aos laboratórios também irá auxiliar na investigação.

A Polícia Federal afirmou que Soledad optou por ficar em silêncio ao ser presa. Segundo a PF, ela tem direito constitucional a isso.

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