A CPFL Energia registrou no ano passado 354 furtos de equipamentos usados na rede elétrica nas áreas atendidas no estado de São Paulo. O número representa aumento de 26% em relação a 2024 e acendeu um alerta dentro da empresa, que aponta sinais de maior organização e profissionalização das ações criminosas.
Segundo a companhia, os furtos deixaram de ser apenas casos isolados de retirada de cabos e passaram a atingir equipamentos maiores e mais complexos, com capacidade de causar danos amplos ao funcionamento do sistema. A empresa afirma que esses crimes provocam interrupções no fornecimento, afetam serviços essenciais e colocam em risco também os próprios ladrões. Em 2025, mais de seis mil quedas de energia nas áreas da CPFL tiveram relação direta com furtos.
A empresa aumentou os investimentos em segurança patrimonial e destinou mais de R$ 22 milhões no ano passado para monitoramento e proteção de estruturas como subestações. A CPFL tem usado sistemas de blindagem, rastreamento de materiais e estuda tecnologias de identificação por nanopartículas, capazes de resistir a corte e queima e facilitar a comprovação de origem.
A companhia também tem atuado com as polícias Civil, Militar e guardas municipais em fiscalizações de ferros‑velhos e sucateiros para coibir a receptação. No ano passado, foram 37 operações conjuntas, que resultaram na apreensão de cerca de nove toneladas de materiais com indícios de origem ilícita.
Desde o ano passado está em vigor uma lei estadual que endureceu as penas para furto, roubo e receptação de cabos e equipamentos usados na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. As penas variam de 2 a oito 8 para furto qualificado, de 6 a 12 anos para roubo e de seis a dezesseis anos para receptação qualificada, além de multa.